Santander não garante avanços no ACT
Terminou sem grandes avanços a negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander realizada nesta terça e quarta-feira (3 e 4/3), em São Paulo, para renovação do o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados. Os trabalhadores querem que, além da renovação das cláusulas vigentes, haja avanços em alguns pontos, entre eles a isenção de tarifa e linhas de crédito com condições diferenciadas para os funcionários.
A proposta do abanco prevê a renovação do atual acordo, alterando apenas o índice de correção do piso do Programa Próprio de Resultados Santander (PPRS), de acordo com o índice da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Os representantes dos trabalhadores recusaram a proposta do banco no momento de sua apresentação e deixaram claro que, além de renovar na íntegra o aditivo, é preciso avançar em alguns pontos.
Além da renovação da íntegra do atual acordo, os funcionários do Santander reivindicam a isenção total de tarifa de conta corrente e linhas de crédito com taxas mais acessíveis para os empregados, os trabalhadores reivindicam que sejam revistos os custos de coparticipação do plano de saúde; haja redistribuição da bolsa auxílio pós-graduação e MBA; e que o piso da PPRS seja de R$ 3.658,00, para equiparar o resultado do banco à participação paga aos empregados.
Os trabalhadores também reivindicam que o banco pague não só a primeira prova do CPA20, mas também as outras que os funcionários tiverem que fazer, já que a certificação é uma exigência do banco.
As reivindicações foram definidas em consulta realizada aos bancários durante os meses de janeiro e fevereiro.
“Os funcionários do banco não pagam tarifas em nenhum dos países onde o banco está presente. Somente aqui no Brasil o banco cobra tarifas de seus funcionários”, observou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani.
Contraproposta do banco
O banco apresentou uma contraproposta que não atende as reivindicações dos trabalhadores. A proposta prevê a melhoria na redistribuição das bolsas de estudo sendo 1.000 bolsas para a primeira graduação, 1.400 bolsas para a segunda graduação e 100 bolsas para cursos de MBA.
Sobre a CPA20, a banco disponibilizará um simulador para os funcionários treinarem e estudarem antes de fazerem a prova e que marcará a prova do funcionário quando este atingir 80% de aproveitamento no simulador.
Para a PPRS, a proposta do banco é aumentar o piso dos R$ 2.660,00 atuais para 2.800,00. Para o ano 2020 e 2021 a PPRS seria reajustado pelo índice da CCT daquele ano.
Em relação à isenção de tarifas, o banco pediu 30 dias para apresentar uma proposta, mas não quer vincular a renovação do aditivo à essa pauta.
Diante da não aceitação da proposta pelos representantes dos trabalhadores, o banco alegou que não tinha mais como avançar na proposta e encerrou a mesa negociações.
“Valorizamos o processo de negociação e sabemos da importância deste acordo tanto para o banco quanto para os trabalhadores. Por isso, esperamos que nos seja apresentada uma proposta que atenda às reivindicações levantadas na consulta junto os funcionários do banco”, finalizou coordenadora da COE Santander.
Fonte: Contraf.

