Seeb Bahia se reúne com superintendente da Caixa
O Sindicato dos Bancários da Bahia está acompanhando todos os detalhes sobre a reestruturação divulgada pela Caixa, e que afeta as superintendências regionais e outros setores. Inclusive, na manhã desta segunda-feira (27/01), o presidente da entidade, Augusto Vasconcelos, esteve em reunião com o Superintendente Marcus Vinícius Nascimento.

No encontro, o superintendente tranquilizou os diretores, ao afirmar que, no primeiro momento, os impactos seriam mínimos. Garantiu ainda o aumento do total de funções, com a criação de mais de 2.300 cargos de gerentes de carteira e 2.141 de assistentes.
Os possíveis descomissionamentos também causam apreensão. No entanto, segundo o Marcus Vinícius, embora não tenha os dados exatos da Bahia, em todo o país serão criadas 4 mil novas funções. Disse que também será submetido a um processo seletivo para saber se continua no cargo.
Atualmente, a Bahia possui cinco Supertendências Regionais. De acordo com o banco, com as mudanças serão apenas duas Superintendências de Rede: uma em Salvador, que terá sete SEV (superintendências executivas de varejo) com 73 agências na base subordinadas. A outra será em Feira de Santana e vai abranger o resto do Estado, com 14 SEVs e 150 agências na base.
De acordo com o superintendente, no Nordeste, a SUV (Superintendência Nacional de Varejo) será em Recife. Quem hoje atua nas agências não terá impacto. Disse que os gerentes de canais serão transformados em gerentes de redes, vinculadas aos gerentes gerais. O foco será o cheque especial.
O Sindicato criticou a forma como a Caixa vem realizando as reestruturações, sem diálogo com o movimento sindical e sem consulta com o corpo de empregados. Um processo atropelado que mexe na vida de milhares de pessoas. Logo mais, às 18h30, Sindicato e AGECEF-BA realizam uma reunião, na sede do SBBA, Mercês, para tratar do assunto.
Caixa mostra agressividade na área comercial
Durante a reunião com a Superintendência da Caixa, o Sindicato dos Bancários da Bahia demonstrou preocupação com a reorientação do banco, com foco comercial e muito agressivo. O movimento sindical não é contra a atuação comercial, mas considera que a empresa não pode esquecer a necessidade de valorizar as pessoas.
Para o presidente do Sindicato, Augusto Vasconcelos, é inaceitável que a lógica de produtividade seja mensurada apenas pela venda de produtos, desconsiderando outras atribuições dos trabalhadores. Dentre elas estão o atendimento ao FGTS, seguro desemprego, Fies, Bolsa Família e tantos outros programas que a Caixa gerencia.
A reunião também abordou sobrecarga de trabalho. Em algumas unidades, a situação é crítica por conta do número reduzido de empregados. Também participaram do encontro os diretores do SBBA, Álvaro Queirós e Terezinha Malheiros.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

