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Campanha Salarial 2026

Sem negociação, greve cresce na Bahia

Os bancos tentam, mas não conseguem enfraquecer a greve nacional que, nesta quinta-feira (03/10), completa 15 dias. Nos 26 estados e no Distrito Federal, a paralisação atinge mais de 11 mil agências, crescimento de quase 75% em relação ao primeiro dia, quando foram fechadas 6.145 unidades.

Na Bahia, o movimento atinge 826 agências, sendo 467 da base do Sindicato. Os números mostram que a intimidação não funciona. Ao invés de chamar para negociar, os bancos e as direções das instituições públicas desrespeitam o direito greve, pressionando para que os funcionários cheguem na madrugada ou, em alguns casos como no Itaú Iguatemi, para que passem pelo acesso dos caixas eletrônicos.

Greve Bradesco foto Manoel Porto

A postura das empresas prejudica também a população. A única proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) foi há quase um mês, em 5 de setembro, depois de cinco rodadas de negociação. Na ocasião, o setor que mais lucra no país ofereceu reajuste salarial de 6,1%, índice que não contempla aumento real. Uma afronta.

Os bancários reivindicam reajuste de 11,93%, investimento em segurança, fim das demissões em massa, inclusão bancária, igualdade de oportunidades com a contratação de, pelo menos, 20% de afro-descendentes e o fim das terceirizações.

SEEB-BA

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