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Campanha Salarial 2026

Seminário debateu fortalecimento e melhorias para o Saúde Caixa

Empregados e empregadas da Caixa de todo o país se reuniram, de forma virtual, no último sábado (22/7), para debater a situação do Saúde Caixa. Desde 2016, o plano vem sofrendo com os diversos ataques dos governos Temer e Bolsonaro contra a assistência saúde dos trabalhadores das empresas estatais.

Um dos principais problemas atuais é a limitação de 6,5% da folha de pagamento para gasto da Caixa com o plano de saúde dos empregados, implantada a partir de 2017, que impede a manutenção do modelo de custeio 70/30 e das premissas de mutualismo, solidariedade e pacto intergeracional. Estes são os principais diferenciais do Saúde Caixa desde a sua criação em 2004.

Estes princípios garantem que cada empregado pague de acordo com sua capacidade contributiva, que nenhum deles seja excluído devido sua idade, tendo sido criado um subsídio cruzado entre as faixas etárias, para que todos contribuam para o mútuo, garantindo o acesso aos serviços de saúde a todos que necessitarem.

A manutenção do teto tornaria o plano inviável. A projeção atuarial do banco prevê um déficit de R$ 355 milhões de reais. Com isso, a empresa aponta para um aumento nas mensalidades dos titulares, que passariam para 6,46% em 2024 e 7,25% em 2025, e dos dependentes para 0,74% e 0,83%, respectivamente, caso a restrição seja mantida.

Para os participantes do seminário, a mobilização dos trabalhadores é a única forma de mudar a situação. Para isso, é preciso de uma grande campanha para informar os empregados da Caixa sobre a situação do plano e os riscos que o teto de investimentos traz para a sustentabilidade do plano.

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