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Setembro Amarelo é o mês de combate ao suicídio

A Organização Mundial da Saúde divulgou dados de algo que já é classificado como um problema de saúde pública mundial, o suicídio. Segundo o levantamento, 1 milhão de casos são registrados por ano, o que dá em média, 1 a cada 40 segundos. No Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte na faixa etária de 15 a 29 anos, ficando atrás dos índices de mortes violentas (1º lugar) e acidentes de trânsito (2º lugar).

Com o aumento das ocorrências, o Centro de Valorização à Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) iniciaram em setembro de 2015, em Brasília, um conjunto de atividades em alusão ao tema, com o objetivo de alertar a população para a realidade da prática no Brasil e no mundo. No ano seguinte, muitas regiões aderiram ao movimento e a agenda com encontros, palestras, atos e caminhadas foi incorporada ao mês, reforçando que a melhor forma de evitar o suicídio é através de diálogos e discussões sobre o problema.

Na Bahia, a Secretaria de Educação do Estado lançará um projeto de formação psicossocial para os professores, por entender que os docentes precisam detectar os sinais de risco e saber o que fazer quando um aluno precisar de ajuda. Para a porta voz do CVV na Bahia, Josiana Rocha, o silêncio é perigoso. “Muitos ligam e dizem que não tem a quem recorrer, não podem desabafar por causa dos julgamentos, que sofrem em silêncio”. Ainda segundo Josiana, o serviço é muito solicitado. “Funcionamos 24h por dia, com ligações e chamadas pelo chat de pessoas de todas as idades. O telefone não para”. Em julho deste ano a ligações para o CVV passaram a ser gratuitas para todo o país através no número 188.

Em apoio à campanha, o Sindicato dos Bancários da Bahia realizará uma palestra no dia 15/09 no Teatro Raul Seixas, a partir das 08h30. O assédio moral e o adoecimento psicológico serão apresentados pela procuradora do Trabalho Ana Emília Albuquerque e as médicas Suerda Fortaleza de Souza (Cesat) e Cristiane Maria Galvão Barbosa (Fundacentro).

Por Rafael Santos

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