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Campanha Salarial 2026

Sindicato de Sergipe realiza protesto na Caixa contra reestruturação

Os empregados da Caixa Econômica Federal em todo o Brasil realizaram nesta quarta-feira, 7, um Dia Nacional de Luta contra a reestruturação proposta pela empresa. Em Sergipe, o Sindicato dos Bancários visitou o Complexo do CPD da Caixa, no Pereira Lobo, onde funcionam os setores (Reret, Gicop, Gicot e Gilieme) que deverão sofrer com a mudança que já está em andamento. Os bancários fizeram o protesto como forma de pressionar o banco para suspender o processo.

Para José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe  - Seeb/SE -, a reestruturação provoca desconforto na medida em que gera insegurança para os funcionários e seus familiares. "O movimento condena o processo de reestruturação, por isso visitamos os setores da área-meio, que serão atingidos pela reestruturação, para ouvir os bancários e ver o que é possível ser feito. Fizemos um debate com os empregados e distribuímos a Carta Aberta elaborada pela Fenae e Contraf", informa Souza.

Ele informou, ainda, que pretende apurar os resultados das manifestações realizadas no país inteiro para ver a possibilidade de uma possível paralisação, como, também, buscar as vias jurídicas. "Na ocasião, apuramos a preocupação dos funcionários quanto à migração. A empresa pretende levar a estrutura para a Bahia com a conseqüente mudança dos funcionários", diz o presidente do Seeb/SE. Esse fato é grave inclusive para a economia do nosso estado, visto que gera redução de mão de obra e evasão de divisas.

A direção do Sindicato de Sergipe lembra que, durante a campanha salarial, a Caixa reconheceu a necessidade de mais funcionários na empresa, inclusive se comprometeu a contratar 5 mil bancários até o final de 2010. No entanto, lançou esse programa que, com certeza, irá prejudicar os funcionários. "Tudo indica que a Caixa assumiu o compromisso de contratar mais empregados apenas para desmobilizar a categoria durante a greve, porque logo depois lançou um programa de incentivo à aposentadoria", acrescenta Souza.

Para o presidente do Sindicato, como o programa de aposentadoria não foi atrativo, a Caixa lançou esse outro programa de reestruturação que é exatamente o contrário do comprometimento. "No nosso entendimento, esse não é um problema só da área-meio da Caixa, mas é um problema de todos os bancários", avalia Souza. Veja abaixo a Carta Aberta:

Carta aberta aos empregados  

O processo de reestruturação de filiais em curso na Caixa Econômica Federal tem gerado indignação e insegurança entre seus trabalhadores. Os bancários cobram transparência e que sua opinião seja considerada, uma vez que são uma das partes interessadas na mudança tocada unilateralmente pela empresa.

Em negociação, nada foi informado além do que já é de conhecimento de
todos, aumentando ainda mais o cenário de temor. Até o momento só se sabe que haverá fusão de algumas áreas e extinção de outras.

Em administrações anteriores, as modificações estruturais caracterizaram-se por movimentos autoritários e unilaterais. Porém, na atual gestão, que almeja a meta de transformar a Caixa na "melhor empresa para se trabalhar", era de se esperar respeito e valorização dos seus empregados.

Mas, surpreendentemente, estes foram alijados mais uma vez, seja para contribuir na construção de uma nova estrutura com base na sua vivência dos processos produtivos ou mesmo para reorganizarem suas vidas, a fim de minimizar os impactos das mudanças em seu cotidiano pessoal e familiar.

Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal e suas entidades
representativas protestam em relação à falta de informação acerca da reestruturação, bem como em relação à forma pela qual o processo vem sendo implementado.

O prévio conhecimento das alterações, seus critérios e objetivos é o mínimo
que os empregados esperavam de uma gestão que se diz democrática e transparente.

Em face dessa situação, gerada por medida atabalhoada da direção da Caixa, as entidades sindicais e associativas, em nome de seus representados, reivindicam:


1. Imediata suspensão da implantação da nova estrutura;

2. Adoção de garantias mínimas aos empregados que já estão sendo

afetados pela reestruturação, tais como: manutenção da função,

remuneração e lotação dos trabalhadores;

3. Imediata divulgação do conteúdo integral da proposta de reestruturação e abertura de canal para que os empregados possam opinar em relação ao processo.


FENAE, CONTRAF, FEDERAÇÃO, SINDICATOS E APCEF


Edivânia Freire
Jornalista diplomada DRT/SE 543

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