2º Grito da Terra Nordeste reivindica política públicas para o campo
Cerca de 6 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais se reúnem amanhã no 2º Grito da Terra Nordeste, que ocorre na terça-feira (11) e na quarta-feira (12), em Natal (RN). As reivindicações para este ano são baseadas em seis eixos principais: fortalecimento da agricultura familiar, meio ambiente, política de convivência com o Semiárido, criação de fundo de apoio regional e de órgãos regionais e ajuda aos atingidos pela seca e pelas enchentes.
Entre outros pontos da pauta, estão a regularização fundiária na região e a criação das secretarias estaduais de desenvolvimento agrário e de casas de semente e viveiros. Para o secretário de Finanças e Administração da Contag, Manoel de Serra, um Grito regional é importante porque os problemas no nordeste são comuns, visto que a maior parte da região possui clima semiárido. "Temos a questão dos recursos hídricos, de como trabalhar com políticas que garantam ao mesmo tempo economia e qualidade da água, como o programa das cisternas, a construção de açudes, a integração da Bacia do São Francisco".
A pauta será entregue ao governo federal e aos governos estaduais, no dia 11. A coordenadora da Regional Nordeste, Raimunda de Mascena, lembra que, após o Grito, é preciso controlar a execução das conquistas. "A ideia é estabelecer uma agenda, para que, no decorrer do ano, possamos monitorar todas as questões tratadas no Grito".
Da Diretoria da Contag, estão confirmados para participar do evento o presidente, Alberto Broch; o secretário de Finanças e Administração, Manoel de Serra; o secretário de Política Agrícola, Antoninho Rovaris; o secretário de Políticas Sociais, José Wilson, e as secretárias de Mulheres Trabalhadoras Rurais e de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Carmen Foro e Elenice Anastácio, respectivamente.
Mulheres
Durante o Grito da Terra Nordeste 2009 será lançada também a campanha Mulheres Donas da Própria Vida, na região. A campanha, do governo federal, é voltada para o combate à violência contra mulheres do campo e da floresta e é uma conquista da Marcha das Margaridas. O lançamento da campanha durante a mobilização é uma atividade da Jornada das Margaridas.
Fonte: Iara Balduino e Ciléia Pontes, Agência Contag de Notícias

