Apesar de saldo positivo em abril, país perdeu 969 mil vagas formais em um ano
Mesmo o mercado formal atingindo um resultado positivo no mês de abril, no ano, houve uma redução de 933 postos de trabalho, refletindo em instabilidade em vários setores de atividade. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou em 12 meses retração de 2,47%, correspondendo a 969,896 vagas a menos.
De acordo com as informações divulgadas nesta terça-feira (16/5) pelo Ministério do Trabalho, o Caged teve alta em fevereiro e abril e queda em janeiro e março. Em abril foram 59.856 vagas com carteira assinada, atingindo um leve crescimento de 0,16% sobre o mês anterior.
Sete dos oito setores de atividade tiveram alta no mês passado, com destaque para serviços (24.712, aumento de 0,15%), agricultura (14.648, 095%, com aumento na colheita de cana e de café), indústria de transformação (13.689, 0,19%) e comércio (5.327, 0,06%). A construção civil eliminou 1.760 postos (-0,08%), ainda que em ritmo menor na comparação com abril de 2016.
De janeiro a abril, os serviços abrem 55.703 empregos com carteira assinada, expansão de 0,33%. Percentualmente, as maiores altas são da administração pública (1,91%, com saldo de 16.227) e da agricultura (1,90%, 29.131). A indústria cria 32.453 (0,45%), destacando os setores de calçados, borracha e de vestuário. O comércio elimina 113.139 (-1,25%) e a construção perde 22.538 (-1%).
No acumulado em 12 meses, apenas a agricultura cria vagas (8.992, crescimento de 0,58%). A construção civil fecha 328.879 (-12,9%) e os serviços, 295.894 (-1,73%). Na indústria, foram eliminados 205.132 postos formais (-2,74%).

