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Campanha Salarial 2026

Assembleia em Salvador aprova greve a partir do dia 18

Em assembleia realizada nesta quarta-feira, dia 12, em Salvador, os bancários rejeitaram a proposta de 6% de reajuste salarial apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na semana passada, após quatro semanas de negociação, e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira, dia 18, além de nova assembleia na segunda para organizar a paralisação no Estado. Os bancários assumiram ainda o compromisso de mobilizar os colegas para que o movimento já comece forte na Bahia.

Os trabalhadores destacaram que, além de muito aquém do esperado, a proposta inclui a desvalorização da categoria, pois não repõe as perdas salariais, que chega a 90% na média, desde o primeiro ano do governo FHC. Para os bancários, este ano é preciso que a greve seja forte para enfrentar os banqueiros, que já começaram a mostrar o lado terrorista e forçaram a radicalização. Para a categoria, são indispensáveis que se conquiste nessa campanha o fim do assédio moral, isonomia e a recuperação das perdas, que parece impossível diante do aumento real oferecido, de 0,58%.


De acordo com o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que participa do processo negocial, a indicação do Comando Nacional de aprovar a paralisação com antecedência, tem dois objetivos. Um é cumprir as determinações legais de antecedência de 72 horas, para que o banco não tente entrar com dissídio contra a greve, e o outro é ampliar o canal com a população, conquistando mais apoio e assim pressionar os bancos.


"A radicalização é necessária para desmascarar os banqueiros, que adotaram o discurso de que não é possível conceder aumento real por conta da redução dos juros imposta pelo governo federal. O que é um verdadeiro absurdo, pois a medida beneficia a população e não afeta o rendimento das empresas, que é cada vez mais bilionário", completa.


Para o presidente do SBBA, Euclides Fagundes Neves, a hora é de intensificar lotar as assembleias e ampliar a unidade para que o movimento permaneça forte até o fim. "Temos que fazer uma grande mobilização para arrancar o máximo de benefícios dos bancos e garantir direitos".


O deputado estadual e bancário Álvaro Gomes reforça que este é o momento mais importante do ano para os trabalhadores do setor financeiro e que se trata de uma ação nacional, da qual todos devem participar. "Os únicos responsáveis pela greve, última alternativa, são os próprios bancos. Vamos fazer uma paralisação forte e combativa".


SEEB-BA

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