Atividade informal chega a 61% da força de trabalho no mundo
Um balanço feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que 61% da força de trabalho mundial (2 bilhões de pessoas) tem empregos informais, com salários baixos e sem proteção social. Ainda segundo o levantamento, não houve aumento no combate ao desemprego e à desigualdade entre gêneros no mercado de trabalho.
Entre homens e mulheres no mercado informal, os dados mostram que em países de renda mais alta, a maioria é masculina. Quando o país é mais pobre, a população feminina é a maior parte trabalhando por conta própria.
A pesquisa reflete a realidade do Brasil. O ano 2018 fechou com o número de trabalhadores informais maior do que as 33 milhões de carteiras assinadas. Foram 23,8 milhões trabalhando por conta própria, 11,5 milhões sem nenhum registro e ainda 4 milhões que desistiram da busca por emprego.
Para a Oit, “(...) os trabalhadores informais são muito mais propensos a viver em condições de pobreza do que os trabalhadores formais”. Porém, os R$ 998 não chegam a 40% do valor mínimo necessário para manter uma família de até quatro pessoas. Segundo o Dieese, seria necessário R$ 3.928,73 para atender as necessidades básicas como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e ainda Previdência Social.
Com a retirada de direitos da reforma trabalhista, regimes de terceirização irrestrita e jornadas que beneficiam apenas os empresários, o trabalhador sofre cada vez mais para sustentar a família.
Por Rafael Santos

