Atraso do Fies preocupa alunos e universidades
O governo federal está há três meses sem repassar às faculdades particulares os recursos do financiamento estudantil (Fies). O atraso está ligado a uma dívida da União com taxas bancárias, que levou ao bloqueio da abertura do sistema de renovação de contratos pela gestão de Michel Temer (PMDB) no segundo semestre.
O Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) estima o atraso em R$ 5 bilhões, referentes a 1,8 milhão de alunos de 1,3 mil instituições. Caso não haja regularização do problema até dezembro, as matrículas de 2017 poder sem afetadas.
O Ministério da Educação informou que havia orçamento suficiente para cobrir essas taxas somente até abril, conforme situação deixada pela gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
O ex-ministro Aloizio Mercadante disse ter deixado R$ 18,3 bilhões para custear as taxas do Fies. "Deveria ter realocado verbas dentro da mesma rubrica do Fies ou ter solicitado aumento do limite de recursos ao Ministério do Planejamento, decisões rotineiras de gestão que sempre foram adotadas no governo eleito. Trata-se de uma cortina de fumaça para justificar os cortes no Ministério da Educação", declarou.
O MEC não informou o número de contratos afetados nem os valores atrasados. O atraso começou em julho, quando o governo publicou uma medida provisória passando às instituições de ensino a responsabilidade de pagar tais taxas.

