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Aumento no desemprego acelera a desigualdade de renda

Após anos de queda contínua, a escalada do desemprego tem produzido um efeito contrário na distribuição de renda do país. A diferença financeira entre ricos e pobres voltou a crescer com força no primeiro trimestre de 2016.

Desde o início de 2015, a desigualdade entre os que compõe a força de trabalho (desempregados e ocupados) aumentou quase 3%. Nesse período, a taxa de desemprego subiu de 7,9% para 10,9%.

Os resultados são baseados em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e capta apenas os movimentos da renda proveniente do mercado de trabalho, deixando de lado recursos que venham de aposentadoria, pensões e aluguéis, por exemplo.

Segundo o IBGE, no primeiro trimestre deste ano, 11,089 milhões de pessoas tentaram se ocupar, sem êxito. No mesmo período a informalidade cresceu no país, diminuiu a renda média e cresceu a pobreza.

Já Entre 2001 e 2014, a desigualdade recuou porque a renda dos mais pobres cresceu mais do que a dos ricos.

Entre o primeiro trimestre de 2015 e deste ano, a metade mais pobre da força de trabalho perdeu renda. Já entre os 10% mais ricos, ela cresceu. O desemprego e a piora do mercado de trabalho, via informalidade, têm recaído com mais intensidade sobre os trabalhadores de menor renda e escolaridade.

Os especialistas debatem atualmente se o aumento da formalidade, ocorrido na última década, poderia contribuir como uma proteção aos mais pobres neste momento de crise, com FGTS, abono salarial e seguro-desemprego.

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