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Bancários Classistas defendem a eleição de Caco Lima para o Conselho da Caixa

Os sindicalistas e militantes bancários da CTB estão empenhados em eleger a chapa encabeçada por Carlos Lima, o Caco, para a eleição do Conselho Administrativo da Caixa. Em reunião realizada nesta sexta-feira (8), na sede da Central, em São Paulo, representantes dos Bancários Classistas reafirmaram a necessidade de lutar por um banco público e por uma gestão democrática e participativa da empresa.

caco conselho caixa
Caco Lima foi recebido pelo presidente da CTB, Adilson Araújo, pela secretária da Mulher Trabalhadora, Ivânia Pereira, pelo dirigente nacional Eduardo Navarro e por Alex Livramento, do Sindicato dos Bancários de São Paulo. 

O processo eleitoral irá ocorrer entre os dias 11 e 18 de novembro. O pleito para escolha do conselheiro representante está prevista pela lei 12.353, de 28 de dezembro de 2010, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pela presidenta Dilma Rousseff. A medida dispõe sobre a participação dos trabalhadores em órgãos de administração das empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pela União, direta ou indiretamente.

Representatividade

Uma das bandeiras levantadas por Caco Lima é a necessidade de se manter, enquanto conselheiro, em condições de total independência e autonomia perante o governo e a direção da empresa. “Iremos combater qualquer tipo de restrição para discussão de temas no Conselho. Nossa chapa quer romper com essas barreiras. O representante eleito tem autoridade moral e política para levar as demandas dos trabalhadores para o Conselho”, afirma. “Teremos que nos manter vigilantes, pois as decisões lá tomadas têm impacto direto para a categoria. Todas as decisões precisam ser tomadas com o conhecimento dos trabalhadores”, complementa.

O sindicalista aponta a necessidade de lutar por isonomia entre os funcionários novos e antigos da Caixa como um dos grandes problemas a ser enfrentado. A terceirização e a cobertura parca do Plano de Saúde da empresa também são questões graves. “Temos que lutar por uma política de gestão de pessoas democrática, de modo a valorizar o corpo de funcionários”, enfatiza.

Um novo viés

Para os Bancários Classistas, é fundamental que um trabalhador comprometido com a classe ocupe uma cadeira no Conselho da Caixa. “A CTB aposta na consolidação de certo equilíbrio nas instâncias decisórias das empresas. Elas deixam o trabalhador de fora do processo, limitando-o a funções meramente burocráticas e funcionais, dentro da lógica do rentismo. Temos que combater esse cenário”, diz Adilson Araújo.

Para Alex Livramento, o Conselho deve levar as demandas dos trabalhadores para discussão fazendo com que esse órgão realmente funcione. “A voz do trabalhador tem que estar presente no núcleo da empresa”. Eduardo Navarro, por sua vez, vê como urgente a necessidade de a classe trabalhadora ocupar seu espaço. “Existe um corpo de quase 100 mil funcionários altamente qualificados, mas sem voz para discutir os rumos da empresa”, pontua.

A chapa

O voto será facultativo, direto, secreto e por meio eletrônico, bastando para isso entrar no SISRH – 4.1. Serão escolhidos o titular e seu suplente, com disputas entre diversas chapas.

bancarios chapa88
Caco Lima encabeça a CHAPA 88 e tem como suplente Maria Gaia. Caco é economista e trabalha na Caixa há 31 anos. Sua companheira nessa disputa é formada em Direito e atua na empresa há 24 anos.

Para conhecer com mais detalhes as propostas defendidas pela CHAPA 88, clique aqui.

Fernando Damasceno – Portal CTB

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