Bancários da Bahia e Sergipe aprovam 10% de aumento real
Fotos: Wagner Soares (FEEB)
Ao final da Conferência, foi eleita também a delegação da Bahia e
Sergipe que vai para a Conferência Nacional, constituída de 28 delegados e três
observadores. Participaram
do evento 211 bancários, sendo que 49 são da base do Sindicato da Bahia; de Sergipe, 46; de Irecê, 15; de Juazeiro, 6; de Jacobina, 4; de
Itabuna, 12; de Vitória da Conquista, 12; de Jequié, 7; de Ilhéus, 16; e de Feira de Santana, 44.Conjuntura econômica - Na Conferência, no sábado pela manhã, o técnico da sub-seção do Dieese (SE), Luís Moura, destacou que o incentivo feito pelo governo é importante para a economia do país. De 2003 até o ano passado, dobrou o índice do PIB (Produto Interno Bruto). Passou de 24% a 49%. "Nunca foi tão fácil comprar e fazer financiamentos de imóveis e de automóveis", afirma.
Para o Departamento, houve evolução do emprego bancário ao longo dos anos. Eram 402.425 bancários em todo o país em 2000 e, em 2001, passou para 506.696. Este crescimento nas contratações engana a quem não conhece a realidade nas agências. Os bancos têm demitido os antigos funcionários com salários maiores, enquanto os novos empregados são contratados com redução salarial.
Fotos: Wagner Soares (FEEB)
De
acordo com os dados apresentados por Luís Moura, o Brasil tem o maior
spread bancário do mundo, 27,8%. Logo depois vem o Paraguai com 26,9% e o
Peru 16,39%. "Esta situação mostra que os bancos brasileiros estão em
situação de conforto. A inadimplência não pode ser apontada como culpada
pela alta no spread, já que a taxa apresentada pelo Banco Central foi
de 3,7% em março deste ano".
Eixos de debates - Os principais itens da campanha salarial foram debatidos no sábado à tarde. São quatro eixos de debates: emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e segurança, e sistema financeiro nacional. A rotatividade com redução do salário médio, a terceirização, a valorização do piso, a inclusão das perdas salariais nos bancos oficiais nas negociações sobre remuneração estão entre as demandas categoria. Todos os anos, os bancários reivindicam 15% do lucro líquido na PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A reivindicação deste ano é a ampliação para 20%.
Os dados de segurança da Bahia também foram apresentados. Já são mais de 90 ataques a bancos em todo o Estado e o alvo preferido dos assaltantes é o Banco do Brasil. Segundo o Dieese, as organizações financeiras gastaram, em 2011, R$ 2,6 bilhões em despesas de segurança e vigilância. O número representa uma média de 5,2%, se comparado com o lucro (R$ 50,7 bilhões).
Com informações do Sindicato da Bahia

