Bancários do Brasil, Argentina e Paraguai cobram direitos no Banco do Brasil
Paraguai
Os trabalhadores cobraram questões relativas ao processo de internacionalização do banco, aprofundado nos últimos anos. Foi reivindicado junto ao banco uma solução para a situação do Paraguai, onde uma negociação coletiva se arrasta há dois anos. Além disso, os bancários exigiram o fim da perseguição a dirigentes sindicais, fato muito comum no país. O representante do banco afirmou que iria levar o tema a seus superiores e depois trará um retorno na próxima reunião.
Argentina
Os bancários reivindicaram a manutenção de todos os direitos dos trabalhadores do Banco Patagonia, na Argentina, em processo de aquisição pelo BB. O gerente afirmou que o banco já se comprometeu em documento formal com o cumprimento do acordo coletivo existente.
Também foi cobrada da empresa a assinatura de um acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Argentina, hoje inexistente. O representante da empresa se dispôs a levar a reivindicação para a diretoria do BB para que esta estude a possibilidade.
Uruguai
Foram solicitadas informações ao banco sobre a reabertura da agência do BB em Montevideo, acertada entre o presidente Lula e o então mandatário do Uruguai, Tabaré Vasquez, e que ainda não foi cumprida. O representante do banco alegou que a reabertura da agência depende de aprovação do Banco Central do Uruguai, o que ainda não ocorreu. No entanto, os representantes da Associação dos Empregados Bancários do Uruguai (AEBU) negam esse entrave e afirmam que a lentidão está com o Banco do Brasil.
Chile
Os bancários solicitaram ainda informações sobre um possível processo de aquisição de um banco no Chile por parte do BB. Segundo o representante da empresa, de fato foi realizada uma prospecção de mercado, mas não há ainda informações concretas para passar. Ele afirmou ainda que o BB pretende crescer na América Latina, uma vez que muitas empresas brasileiras estão atuando na região.
Organização internacional
A 6ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais reuniu exatamente 100 dirigentes sindicais do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Peru, Estados Unidos, Guatemala, Costa Rica, Trinidad y Tobago e Espanha. O objetivo foi globalizar as lutas e garantir igualdade de direitos para todos os trabalhadores.
Nas discussões da rede dos dirigentes do Banco do Brasil, após debate sobre a situação precária dos bancários do Paraguai, ficou definido que a Contraf ficará responsável por elaborar a denúncia ao Ponto de Contato Nacional da OCDE, no Brasil, até fevereiro de 2011. Também será remetida denúncia por prática antissindical do BB no Paraguai junto à OIT.
As questões relativas às relações internacionais devem passar a ser debatidas na mesa de negociação permanente existente entre o BB e a Contraf.
Considerando que no âmbito do Mercosul são debatidos diversos protocolos e documentos, a UNI Américas Finanças deve buscar utilizar e participar dos fóruns do Mercosul para apresentar e debater os problemas relativos ao movimento sindical dos bancários e a atuação dos bancos na região.
As entidades envolvidas deverão buscar medidas também no campo das representações diplomáticas do Brasil, quando da necessidade de resolver problemas com o BB.

