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Encontro Vozes que transformam

Banco virtual usa empréstimos para atrair clientes

O empresário Carlos Wizard Martins, fundador da escola de idiomas com seu nome e dono de empresas como Topper, Rainha, Taco Bell Brasil e Mundo Verde, criou um banco social para desconhecidos emprestarem dinheiro entre si a juros baixos. Ele próprio vai emprestar R$ 1 milhão. O empresário diz que não há risco de calotes, mas especialista diz que sim.

A nova empresa, a fintech Social Bank, foi lançada em 17 de outubro. Wizard vai disponibilizar R$ 1 milhão para pessoas físicas com juros de 0,5% ao mês.

Os juros são baixos, se comparados aos bancos tradicionais. Segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, os principais bancos cobraram uma taxa média de 6,33% ao mês para o empréstimo pessoal e de 13,40% ao mês para o cheque especial nos dois últimos meses.

A ideia é emprestar valores pequenos (em torno de R$ 5.000), embora não haja um limite, para várias pessoas. Wizard diz que o objetivo de sua iniciativa é apoiar as pessoas em geral a solucionar suas necessidades financeiras.

"Decidi fazer isso porque sempre acreditei nas pessoas e na capacidade de realização delas. Esta é uma forma de retribuir para a sociedade um pouco do que conquistei ao longo de minha trajetória."

Como funciona

A plataforma permite que pessoas físicas emprestem para outras em um ambiente seguro, com taxas que podem variar de 0% a 2%, dependendo da negociação entre as partes. No caso de Wizard, a taxa é fixada em 0,5%, mas ele escolhe para quem vai emprestar. É necessário criar uma conta digital no aplicativo do Social Bank, disponível na Apple Store e no Google Play. O cadastro é grátis e o próprio número do celular do usuário vira seu número de conta.

O solicitante pode pedir o valor que quiser e propor as condições de pagamento. É realizada uma análise de crédito para aprovação que classifica os usuários por cores (verde, amarelo e vermelho, sendo o vermelho o perfil de risco) e o credor escolhe se aceita a proposta ou não.

O valor disponibilizado por Wizard será mantido no Social Bank para empréstimos de forma recorrente, isto é, conforme o empresário receber o pagamento dos empréstimos já realizados, os recursos voltam a ficar disponíveis para novos clientes do Social Bank.

Risco fica com quem empresta

Para o economista Pedro Coelho Afonso, a iniciativa é uma boa jogada de marketing para atrair usuários para a start-up. Ele acredita que a novidade tem tudo para emplacar, pois pode ajudar pequenos empreendedores que precisam de dinheiro para seus projetos. "Para quem toma emprestado, não há risco. Mas quem empresta precisa avaliar bem, pois existe o risco de inadimplência", afirma.

Segundo a empresa, se houver inadimplência, são cobrados juros e multa de mora por atraso. Caso a situação não seja regularizada dentro de 30 dias, o solicitante do empréstimo terá sua conta negativada por inadimplência, e os dados são enviados para o apoiador tomar as providências desejadas (a empresa não orienta quais). Também é possível pedir um "garantidor" para conceder o empréstimo, que ficar responsável pelo pagamento da dívida.

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