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Bancos crescem o dobro do Brasil no segundo trimestre

São Paulo - A economia brasileira deu um claro sinal de vitalidade com a divulgação do aumento de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2008 em relação ao ano passado. Em uma situação muito melhor - duas vezes melhor - estão os bancos, já que o PIB específico do setor subiu 12,7% no mesmo período. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, dia 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado dos bancos, definidos no levantamento como serviços de intermediação financeira e seguros, foi o melhor entre vários setores. O da construção civil, por exemplo, foi de 9,9%. O da indústria extrativista foi de 5,3%, sendo 5,1% na produção de petróleo e gás e 7,3% na mineração. A indústria de transformação cresceu 4,8%. Os bancos também se destacam na comparação com seus pares, dentro do setor de serviços. Serviços de Informação cresceram 9,7%; Comércio, 8,9%; Transporte, Armazenagem e Correio, 4,4%.

Lucros - O setor bancário foi o que o mais lucrou entre as empresas brasileiras de capital aberto (com ações na Bolsa) no primeiro semestre de 2008 no país. Setores altamente lucrativos como as áreas de petróleo, gás e mineração, foram deixados para trás pelo sistema financeiro. Os 25 bancos analisados somaram lucro líquido de R$ 16,579 bilhões, crescimento de 13,1% em relação aos R$ 14,656 bilhões de 2007. Sozinho, o número representa 23,9% dos ganhos totais de todas as empresas de capital aberto no semestre passado.

Rentabilidade - A rentabilidade dos 23 maiores bancos brasileiros que publicaram seus balanços no primeiro semestre de 2008 supera em 143% a de 81 instituições sediadas nos Estados Unidos. Enquanto por aqui a rentabilidades dessas empresas ficou em 21,7%, lá bateu nos 8,9%.

Gigantes - De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Economatica, os três maiores do país, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, entraram pela primeira vez na lista dos 15 maiores da América. O estudo leva em conta os balanços semestrais das instituições e coloca o Banco do Brasil na 12ª posição com valor de ativos acima dos US$ 260 bilhões. O Bradesco é o 13º com US$ 253 bilhões em ativos, e o 15º da lista é o Itaú com ativos de US$ 216 bilhões.

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