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Campanha Salarial 2026

Bancos rejeitam reivindicações sobre saúde

No segundo dia da primeira rodada de negociação sobre emprego e saúde, nesta quarta-feira (08), em São Paulo, os bancos negaram que existem metas abusivas, que o assédio moral é resultado do desvio de caráter de alguns gestores e que as reclamações existentes nos locais de trabalho são normais. Sendo assim, não houve avanços nas discussões sobre saúde e condições de trabalho e as reivindicações dos trabalhadores pelo fim das metas abusivas e do assédio moral. O diretor da Federação, Hermelino Neto, participou da negociiação.

Crédito: Jailton Garcia (Contraf)
Jailton Garcia - Contraf-CUT
Os dirigentes sindicais expuseram essa visão aos representantes dos bancos e reafirmaram a reivindicação de que é preciso que os bancários participem da discussão das metas. Os bancos recusaram tanto a realização da pesquisa como a inclusão dos bancários na discussão sobre o estabelecimento de metas. Eles alegam que isso significaria submeter a gestão dos bancos ao escrutínio dos bancários.

Combate ao assédio moral -
O Comando Nacional cobrou dos bancos uma reavaliação do instrumento de combate ao assédio moral previsto na Convenção Coletiva com adesão espontânea para bancos e sindicatos.

Programa de Reabilitação profissional -
O Comando Nacional questionou os bancos sobre a razão pela qual nenhum deles aderiu ainda ao Programa de Reabilitação Profissional, que está desde 2009 na Convenção Coletiva. Pelo acordo, cuja implementação é opcional, os bancos devem instituir programas de reabilitação visando assegurar condições para a manutenção ou a reinserção ao trabalho do bancário com diagnóstico de adoecimento, de origem ocupacional ou não.

A Fenaban tentou fugir do questionamento, sugerindo remeter a questão à mesa temática de saúde e condições de trabalho, mas os dirigentes sindicais cobraram uma solução na mesa de negociação. Por fim, a Fenaban se comprometeu a fazer reuniões com os bancos e procurar resolver o assunto ainda na atual Campanha Nacional.


Nova rodada de negociação -
Os debates sobre saúde e condições de trabalho continuarão na segunda rodada de negociação, que ocorre na próxima quarta 15 e quinta-feira 16, em São Paulo. Também serão discutidas as reivindicações sobre segurança bancária, igualdade de oportunidades e remuneração. O Comando Nacional se reúne na terça-feira 14, às 10h, na sede da Contraf, para preparar os debates com os bancos.


Com informações da Contraf

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