Brasil tem 28 milhões de subocupados e 13 milhões de desempregados
Nesta quarta-feira, 1º de maio, é feriado, data em que o mundo comemora o Dia do Trabalhador, mas por aqui o brasileiro parece não ter muito o que festejar. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem quase 28 milhões de subocupados (24%) – sendo 13 milhões de desempregados (12,4%), dez milhões trabalhando menos horas do que necessitaria, e cinco milhões de desalentados, ou gente que já perdeu a esperança em conseguir uma recolocação.
Pior: segundo especialistas, de tão complicada, esta situação não deve se resolver assim tão rapidamente. “Havia uma expectativa de crescimento de 2% acima do PIB (Produto Interno Bruto), mas o mercado, pessimista, já prevê apenas 1%. Os empresários não enxergam melhoria (no ambiente econômico) e fica difícil imaginar que o desemprego vá cair em dois anos”, diz Renan De Pieri, professor de economia do Insper, escola superior especializada em negócios, economia, direito e engenharia.
O professor destaca que em momento de crise todo mundo é atingido, mas que, historicamente, o grupo formado por jovens é o mais prejudicado quando o assunto é demissão ou a não contratação. E diz que o empreendedorismo “por necessidade” tem sido a saída para uma grande parcela.
“É preciso (por parte do governo) investir em educação para melhorar a produtividade e criar políticas para formalizar essas pessoas (que estão empreendendo”, conta De Pieri.

