Brasileiros poupam para comprar a casa própria
Se tem uma coisa que mobiliza o brasileiro é a compra da casa própria. E é para isso, prioritariamente, que as pessoas poupam. A conclusão é de uma enquete do site do programa Educação Financeira, iniciativa conjunta da BM&FBovespa; e TV Cultura. Segundo a pesquisa, o dinheiro armazenado por 72% dos entrevistados visa a compra da moradia; 15% poupam para comprar um carro zero e 13% querem juntar recursos para pagar uma viagem.
O programa Educação Financeira faz parte de uma ampla estratégia da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), iniciada em 2002, de divulgar o mercado de ações. Desde então, mais de 1,5 milhão de pessoas já participaram de iniciativas do programa de popularização do mercado, como visitas monitoradas ao Espaço BM&FBovespa;, palestras, cursos gratuitos, concursos estudantis, parcerias com instituições de ensino, entre outras.
Em agosto de 2009, ainda com o país se recuperando do estrago da crise mundial, a TV Cultura começou a veicular o programa Educação Financeira, com o objetivo de difundir os conceitos de economia, finanças pessoais e tipos de investimento. O programa tem também uma versão na internet, onde as enquetes são feitas.
Para a gerente dos Programas de Popularização da BM&FBovespa;, Patrícia Quadros, tais iniciativas têm conseguido alcançar o objetivo de trazer mais pessoas para o mercado de ações. Em 2002, quando a bolsa decidiu divulgar o mercado, existiam cerca de 85 mil investidores pessoas físicas. Atualmente, são 552,7 mil, 6,5 vezes mais do que há sete anos. "Temos visto um crescimento substancial de pessoas físicas no mercado e uma procura intensa pelos cursos que oferecemos gratuitamente", diz.
Patrícia lembra que, no início do trabalho de popularização, quando a Bovespa começou a difundir a aplicação em ações, as pessoas confessavam que nunca haviam pensado na alternativa que estava sendo apresenta. "Havia uma crença de que este tipo de investimento era apenas para grandes volumes de dinheiro, para grandes investidores. Apostamos, então, que mais do que divulgar o mercado de ações, deveríamos também promover a educação financeira. Acho que estamos no caminho certo", frisa.

