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Chávez faz maioria e sai fortalecido de eleições com participação recorde

O partido do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ganhou a maioria das eleições regionais deste domingo (23) e passou no que era considerado um teste de sua influência política no país.

Os candidatos pró-Chávez ganharam 17 das 22 disputas governamentais em uma eleição que atraiu 65% dos eleitores, a participação mais alta registrada em pleitos regionais e locais na Venezuela, onde o voto não é obrigatório, destacou a presidente do CNE, Tibisay Lucena.

"Este é um sucesso categórico", disse Chávez aos repórteres. "Hoje, é uma vitória da Venezuela, ratificada pelo partido democrata que as pessoas escolheram".

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), fundado por Chávez, recuperou os Estados Trujillo, Aragua, Guárico e Sucre das mãos de dissidentes, e manteve Barinas, terra natal do presidente, e onde concorria seu irmão, Adán. As eleições deste domingo foram as primeiras desde que os venezuelanos votaram no referendo que daria a Chávez o direito ao terceiro mandato. Assim, com o fortalecimento do PSUV, o presidente pode colocar o referendo sob votação novamente. "Hoje, a vitória é da Venezuela. O caminho democrático escolhido pelo povo é ratificado", afirmou Chávez em um discurso no centro do PSUV. O presidente disse ainda que as eleições "demonstraram que aqui há um sistema democrático e que a decisão do povo é respeitada", enquanto classificou de grande vitória os resultados obtidos por seus candidatos.

Chávez parabenizou os candidatos opositores vitoriosos e também disse que os resultados do pleito o estimulam a seguir com o projeto de estabelecer o socialismo na Venezuela. Segundo o primeiro boletim de resultados divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), a oposição mantém os dois Estados conquistados nas eleições regionais de quatro anos atrás, o rico estado petroleiro de Zulia e o de Nova Esparta, no leste, e toma do governo o poder em Miranda, que engloba bairros da capital Caracas.

A oposição também venceu no estado de Táchira, até então sob domínio da situação, e em Carabobo, governado por um dissidente do chavismo, informaram juntas eleitorais locais horas depois do primeiro boletim do CNE.

Os estados de Zulia e Miranda são tidos como os mais importantes do país por seu peso econômico, sua população que soma mais de 6,6 milhões de habitantes dos 28 milhões do país, e suas posições geográficas estratégicas.

A oposição conquistou hoje também a prefeitura de Caracas, que estava em mãos governistas.

Os líderes opositores eleitos anunciaram nesta segunda-feira (24) a intenção de trabalhar de forma coordenada com o governo de Chávez. O governador eleito de Miranda, Henrique Capriles, afirmou em suas primeira declaração após conhecer-se os resultados que não pretende "brigar" com o governo nacional, e anunciou o início a partir de amanhã de "uma nova etapa de esperança".

O governador eleito de Zulia, Pablo Pérez, afirmou que "respeitará o governo nacional". "Certamente, exigimos respeito (por parte do presidente Chávez) para o Estado Zulia", acrescentou. O prefeito eleito do município Metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, afirmou que governará com "amplitude", e convidou o presidente Chávez "a trabalhar junto, para resgatar do caos e da anarquia" a capital do país. 

Informes -
Com agências internacionais

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