CMS promove ato em repúdio à visita de Obama no Brasil
A Coordenação de Movimentos Sociais (CMS), está organizando diversas ações de repúdio contra o chefe do imperialismo estadunidense, Barack Obama, considerado “persona non grata” no Brasil.
As entidades criticam a política do presidente e sua orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da “luta contra o terrorismo”, quando seu objetivo principal é reafirmar a hegemonia estadunidense no mundo, inclusive na área militar.
O objetivo dos protestos é mostrar que a atividade organizada pelo governo estadual do Rio de Janeiro, com a colaboração da embaixada dos EUA no Brasil, na Cinelândia, não refletem os sentimentos do povo brasileiro.
Leia a íntegra do documento que será submetida a aprovação em plenária da CMS na quarta-feira (16):
Obama é persona non grata no Brasil
Os movimentos sociais brasileiros consideram o presidente dos
Estados Unidos, Barack Obama, persona non grata no Brasil e rechaçam a
sua presença em nosso país.
Obama chegou à presidência dos Estados Unidos em 2008 opondo-se em tese à política de guerra de George W. Bush e fazendo promessas de paz e respeito ao direito internacional.
A evolução dos acontecimentos mostrou que a política externa do imperialismo norte-americano continua em essência a mesma.
O
atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de
ocupar países e agredir povos em nome da “luta contra o terrorismo”. Seu
objetivo principal é reafirmar a hegemonia estadunidense no mundo,
inclusive na área militar.
Sob Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão.
O
imperialismo estadunidense, sob a presidência de Barack Obama reafirmou
o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo
palestino.
Foi sob a liderança de Barack Obama que a principal
organização agressiva do imperialismo, a Otan – Organização do Tratado
do Atlântico Norte consagrou o “novo conceito estratégico”, arrogando-se
o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. É
também Obama que estimula a instalação de bases militares em todo o
mundo.
É a gestão de Barack Obama que, reafirmando a primazia
norte-americana quanto à posse e uso de armas nucleares, exerce
chantagens, pressões, ameaças e sanções contra os países que não aceitam
os ditames dos EUA nesta questão.
Como latino-americanos,
afirmamos que Obama é persona non grata no Brasil porque a política dos
Estados Unidos para a América Latina não mudou em nada. Não aceitamos a
manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela, a
Nicarágua, a Bolívia e o Equador.
O governo Obama apoiou o golpe
militar em Honduras, que retirou do poder o presidente legitimo Manuel
Zelaya, e mantém o apoio ao atual governo de fato, que é denunciado por
inúmeras violações aos direitos humanos. Na sequência do golpe, os EUA
instalaram duas novas bases militares neste país.
Repudiamos a
ampliação da presença militar dos EUA na região, tanto as iniciativas
para instalar novas bases militares na Colômbia, quanto a movimentação
de tropas na Costa Rica e no Panamá.
Os Estados Unidos, no apagar
das luzes do governo de Bush, reativaram a 4ª Frota de sua marinha de
guerra, que Obama mantém. A presença dessa frota agressiva constitui uma
ameaça a todos os países soberanos da região. No caso do Brasil, é uma
clara ameaça em relação às imensas jazidas petrolíferas descobertas em
nossa costa.
Os Estados Unidos nunca abriram mão do objetivo de
dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua
área de influência. Sua cobiça sobre nossas riquezas é ilimitada.
Obama
chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados,
principalmente os europeus, preparam-se para realizar novas intervenções
militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o
domínio sobre o petróleo, adotam a opção militar como a principal
estratégia. O imperialismo estadunidense quer arrastar as Nações Unidas
para sua aventura.
Hoje, 20 de março, dia em que Obama visita o
Brasil, acontecem manifestações em todo o mundo convocadas pela
Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum
Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi
convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a
solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe”. O
20 de março é um Dia Mundial de Luta contra as bases militares dos
Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e do norte da África e
também de apoio à resistência palestina e saharauí.
O Brasil e a
América latina vivem um novo momento, de democracia, soberania,
interação e unidade e estão criando seus próprios mecanismos
multilaterais. Não aceitam mais viver sob o jugo e a ingerência do
imperialismo norte-americano.
Queremos um mundo de paz e solidariedade!
Abaixo o imperialismo estadunidense!
O imperialismo não é invencível e será derrotado!

