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Com apenas R$ 2,6 milhões para distribuir no 2º semestre, PLR do BNB vira esmolão

Durante negociação na mesa específica, realizada dia 16/3, em Fortaleza, a Direção do Banco do Nordeste do Brasil anunciou que irá levar para aprovação da Assembléia Geral Ordinária (AGO) dos Acionistas, marcada para 30/3, a proposta de distribuição de R$ 2,6 milhões a título da 2ª parcela da PLR de 2011. Se distribuído linearmente pelos 6.077 funcionários da Instituição, o BNB pagará a cada um míseros R$ 419,61. Para os ocupantes do cargo de Analista Bancário I esse valor será ainda mais irrisório: minguados R$ 140,80.

O esmolão a ser concedido pela Direção do BNB torna-se um verdadeiro pesadelo quando, no balanço final da PLR, os funcionários terão que devolver um terço do salário adiantado na 1ª parcela. Tomando agora como exemplo funcionário que esteja no topo da pirâmide – cargo de Superintendente –, descontado o que receberia de 2ª parcela da PLR, terá que fazer a devolução ao Banco de cerca de R$ 6.300,00.

Insulto

A proposta da Direção do Banco de pagar o esmolão sem compensar essa “quantia” do empréstimo é um verdadeiro insulto ao corpo funcional. Parcelar o adiantamento de 1/3 ou compensá-lo na PLR deste ano de 2012 é querer colocar o pirulito na boca dos trabalhadores. Para os empresários de grande porte o provisionamento de operações duvidosas – responsável pelo sumiço da PLR dos funcionários – garante longos prazos para o ressarcimento dos empréstimos liberados pelo Banco, quando isso ocorre, pois parte dessas operações são pactuadas para não serem pagas e, invariavelmente, viram esqueletos que saem dos armários e são debitados à conta da sociedade e dos trabalhadores. No BNB, dominado por oligarquias político-empresariais, essa prática virou rotina.

Seeb Ceará

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