Menu
redes sociais 2023

Começa reunião do Copom que definirá juros básicos da economia

Na manhã desta terça-feira (30/5) foi iniciada a reunião de Análise de Mercado do Comitê de Política Monetária (Copom). Agora a tarde, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e os diretores da instituição ainda participam da reunião de Análise de Conjuntura, também no âmbito do Copom. Na quarta-feira (31/5) eles terão mais uma rodada de discussões antes de decidir sobre o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 11,25% ao ano.

De um total de 57 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast da Agência Estado, 47 esperam corte de 1 ponto percentual da Selic, oito projetam corte menor de 0,75 ponto percentual, e duas mantêm expectativa por redução de 1,25 ponto percentual. Se o corte da Selic for confirmado - seja ele qual for -, esta será a sexta vez consecutiva em que o Banco Central reduz a taxa básica, após intervalo de quatro anos.

A decisão de quarta-feira (31/5) do Copom, no entanto, tende a ser uma das mais difíceis, pois a crise política surgida após as delações de executivos da JBS colocou em dúvida a aprovação de reformas no Congresso. E a aprovação das reformas, como a da Previdência, é um dos itens considerados pelo colegiado para definir o ritmo de cortes da Selic.

Antes da delação da JBS, várias instituições haviam elevado de 1 para 1,25 ponto percentual a estimativa de corte. Isso porque os índices de inflação seguiram acomodados e a atividade da economia está longe de demonstrar vigor. Após o estouro da crise política, muitas casas voltaram atrás e se reposicionaram em 1 ponto percentual da redução da Selic.

No Planalto, a aceleração do ritmo de cortes da Selic, para 1,25 ponto, seria vista de forma positiva, em um momento em que o governo Michel Temer busca por notícias satisfatórias na área econômica para se sustentar.

Ao mesmo tempo, os índices mais recentes revelam um cenário favorável para o controle da inflação. O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, por exemplo, foi de 0,14%. No ano, a taxa acumulada é de apenas 1,10% e, em 12 meses, de 4,08%.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar