Conferência Nacional aprova reajuste de 10,25%, PLR e piso maiores
A 14a Conferência Nacional dos Bancários, que aconteceu de 20 a 22 de julho (sexta a domingo) em Curitiba, aprovou em sua plenária final a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2012. A categoria reivindica, entre outros itens, reajuste de 10,25%
(inflação mais 5% de aumento real), piso igual ao salário mínimo do
Dieese (R$ 2.416), PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25
fixos, além de mais contratações e fim da rotatividade, fim das metas
abusivas e combate ao assédio moral. Foi definida também como bandeira política a construção de uma Conferência Nacional do Sistema
Financeiro, na qual a sociedade possa discutir e definir qual o papel
que os bancos devem desempenhar no país.
Crédito: Leandro Taques
Na Conferência, os bancários da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) defenderam, entre outras questões, o índice de 10% de
aumento real mais a inflação do período, a reposição das perdas salariais
do governo FHC e a distribuição de 20% de forma linear do lucro líquido na PLR. Ficou decidido também no encontro intensificar a luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas para todos, pela contratação da remuneração total do bancário e pela ampliação da campanha pela inclusão bancária, que assegure prestação de todos os serviços financeiros a toda a população, realizada em agências e PABs por profissionais bancários, de forma a garantir atendimento de qualidade, respeitando as normas de segurança e protegendo o sigilo bancário.
A pauta de reivindicações aprovada na Conferência será entregue à Fenaban no dia 1º de agosto. Já estão marcadas as duas primeiras rodadas de negociação, nos dias 7 e 8 e 15 e 16. Estiveram presentes da Conferência 629 delegados (428 homens e 201mulheres) e 43 observadores de todo o país.
As principais reivindicações
* Reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%.
* PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
* Piso da categoria equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.416,38).
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação para graduação e pós-graduação.
* Auxílio-refeição e vale-alimentação, cada um igual ao salário mínimo nacional (R$ 622,00).
* Emprego: aumentar as contratações, acabar com a rotatividade, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da OIT (que inibe demissões imotivadas) e ampliação da inclusão bancária.
* Cumprimento da jornada de 6 horas para todos.
* Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral para preservar a saúde dos bancários.
* Mais segurança nas agências e postos bancários.
* Previdência complementar para todos os trabalhadores.
* Contratação total da remuneração, o que inclui a parte variável da remuneração.
* Igualdade de oportunidades.
Com informações da Rede de Comunicação dos Bancários

