Correios não fecham acordo
A segunda audiência de conciliação entre representantes dos funcionários e de dirigentes dos Correios, no TST (Tribunal Superior do Trabalho), acabou sem acordo na manhã desta terça-feira. Com isso, a greve da categoria que dura 15 dias continua por tempo indeterminado.
Mauricio Godinho Delgado, foi o sorteado o juiz relator para o processo. Ele terá tempo de fazer uma análise antes de se pronunciar, marcando a data do julgamento.
Entretanto, o ministro Rider de Brito fez uma nova proposta à Federação dos Trabalhadores em Empresas de Telégrafos e Correios (Fentect), que têm até esta quarta-feira para se manifestar. Na qual se propõe a pagar aos carteiros os 30% de periculosidade, porém apenas para as horas trabalhadas nas ruas, em torno de 3h diárias.
Para os representantes do sindicato de SP não houve melhoria na proposta, já que o valor do abono sobre o salário-base a título de periculosidade pode até cair.
Os empregados da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) estão em greve desde o dia 1º de julho reivindicando a implantação de um plano de carreira construído com a participação dos trabalhadores, adicional de risco de 30% do salário-base dos carteiros e a renegociação na participação nos lucros e resultados.
Trabalhadores do Correios em greve nos Estados devem realizar uma assembléia no final da tarde desta terça-feira (15) para deliberar se aceitam ou não a proposta do ministro Brito.

