Correios vão ao TST para tentar evitar greve na empresa
Os Correios ingressaram com dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho) para tentar evitar a greve dos trabalhadores da empresa.
Em nota, a empresa afirmou que a medida pede a revisão do acórdão vigente --fruto do dissídio de greve de 2011 e que tem validade por quatro anos--, o esclarecimento de dúvidas sobre o vale-refeição e a intermediação do tribunal, "em vista da greve e do esgotamento das negociações".
Os trabalhadores da empresa realizarão assembleias na próxima semana para avaliar a possibilidade de greve.
Em São Paulo, a categoria rejeitou, nesta semana, a proposta de reajuste de salários e benefícios oferecida pelos Correios, de 5,2%, equivalente à inflação do período.
As negociações começaram em agosto, quando os Correios ofereceram reajuste de 3%.
Entre as reivindicações, o sindicato de São Paulo pede 10,2% de reajuste (reposição da inflação mais 5% de aumento real), ticket refeição de R$ 28 (atualmente é de R$ 25), vale cesta de alimentação de R$ 160 (hoje está em R$ 140) e manutenção do convênio médico nos moldes atuais.
Os Correios afirmam que o reajuste de 5,2% elevaria o salário-base inicial para R$ 991,77. "Se somado o adicional de atividade que os carteiros recebem, o vencimento subiria para R$ 1.289,30. Este cargo é de nível médio", informaram, em nota.
Fonte: Folha de S.Paulo

