CTB exige rigor do governo para combater a intensa rotatividade da mão-de-obra
A falta de regulação jurídica contra as demissões imotivadas, que impeça o empregador de despedir sem qualquer freio social e ou moral, custou ao governo no ano passado R$ 6,5 milhões com o pagamento de seguro-desemprego.
A rotatividade da mão-de-obra facilita a manobra habitual utilizada pelo capital para não repassar os ganhos das negociações coletivas firmadas como os sindicatos, substituindo milhões de trabalhadores por outros com salários inferiores ou pelo piso.
Nos últimos dez anos, a taxa de rotatividade da mão-de-obra ficou em 25%, chegando a 30%, no setor metalúrgico.
Segundo Rogério Nunes, diretor de Comunicação da CTB é o momento do movimento sindical cerrar fileiras pela ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que impõe limites ao poder econômico para demitir os trabalhadores. "Além da Convenção 158, a CTB também defende uma a promulgação de uma lei que impeça as demissões imotivadas em período de crise", concluiu Rogério Nunes.
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