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CTB planeja atos estaduais contra Meirelles no dia 22

Uma das resoluções aprovadas pela reunião da direção nacional da CTB, realizada nos dias 7 e 8 de julho, orienta todos os Estados onde o Banco Central (BC) possui sede ou agências e a central está organizada a realizar atos públicos contra a alta dos juros, pela demissão do presidente do BC, Henrique Meireles, e a democratização do Conselho Monetário Nacional.

A direção estadual da CTB do Rio Grande do Sul saiu na frente e já convocou reunião para terça-feira, 15-7, com a finalidade de preparar a manifestação no Estado. O presidente da CTB, Wagner Gomes, elogiou a iniciativa dos gaúchos, mas alertou para a necessidade de "ampliar a mobilização. Não podemos ficar restritos ao Rio Grande do Sul", declarou em entrevista ao Portal da CTB.


"É essencial que a manifestação tenha um caráter nacional e seja realizado no dia 22, véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que deve decidir por um novo aumento dos juros", salientou o presidente da CTB, "Sabemos que esta política monetária sacrifica o desenvolvimento nacional e traz em seu bojo mais desemprego e enfraquecimento do mercado interno, com redução dos salários e do consumo. Isto é inaceitável."


A resolução aprovada na reunião orienta os estados a iniciarem imediatamente a mobilização, a exemplo do que foi feito pelo Rio Grande do Sul. Wagner Gomes salienta que "os atos não precisam necessariamente reunir milhares de pessoas, que sejam simbólicos onde não houver grande capacidade de mobilização, ainda assim devem ser realizados. Além disto, é indispensável que sejam amplos. A CTB deve convidar as demais centrais e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) para que também participem".


Pretexto


A trajetória ascendente da inflação tende a ser usada, mais uma vez, como pretexto para uma nova rodada de alta das taxas de juros. A CTB, os movimentos sociais brasileiros, os economistas com visão crítica, assim como os partidos e forças progressistas não concordam com essa orientação reacionária, que sacrifica os interesses populares no altar onde a oligarquia financeira celebra a ganância sem limites, lucrando com os juros altos.


O Brasil já ostenta o desonroso título de campeão mundial dos juros, exibindo as taxas de juros reais mais elevadas do mundo. A luta contra a atual política monetária do Banco Central é fundamental e prioritária para as forças progressistas, devendo estar integrada à batalha maior por um novo projeto de desenvolvimento nacional fundado na soberania e na valorização do trabalho.


Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, "o combate à inflação é necessário e desejável, pois todos reconhecemos que quem mais perde com a alta dos preços são os trabalhadores, especialmente os de mais baixa renda. Porém, a inflação deve ser combatida sem prejuízos para o desenvolvimento, através do aumento da oferta, o que se consegue com mais crescimento e não com estagnação econômica".


Portal da CTB


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