CTB reafirma combate à precarização
Por unanimidade, os membros da Executiva reiteraram a posição da
CTB em contrariedade a qualquer forma de precarização do trabalho.
Especificamente em relação à terceirização, os dirigentes votaram pelo
apoio ao anteprojeto de lei formulado e subscrito pelas seis centrais
sindicais (CTB, CUT, Força, UGT, Nova Central e CGTB) e pelo Ministério
do Trabalho, em detrimento do projeto do deputado federal Sandro Mabel,
por seu conteúdo contrário às expectativas e interesses da classe
trabalhadora.
Confira abaixo a íntegra da Resolução:
Resolução da 9ª Reunião da Executiva da CTB
A
Executiva Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil, reunida em São Paulo, nos dias 10 e 11 de Outubro, para tratar
do processo de regulamentação da terceirização, em pauta na Câmara
Federal e em discussão em vários fóruns trabalhistas e inclusive no
Tribunal Superior do Trabalho, considerando:
1) Que a
terceirização é uma estratégia empresarial para aumentar a
produtividade, diminuir custos e aumentar lucros, tem como conseqüências
a precarização das relações de trabalho e a supressão de direitos
trabalhistas conquistados pela classe trabalhadora;
2) Que ao
longo das últimas décadas a terceirização, além de expandir sua ação até
as chamadas atividades-fim, também interferiu negativamente na
organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras;
3) Que os malefícios da terceirização atingem igualmente os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.
RESOLVE:
4)
Reiterar o apoio ao projeto unitário das centrais sindicais de
regulamentação da terceirização no setor privado que, dentre outros
pontos, prevê a responsabilidade solidária entre as empresas, o
impedimento da terceirização na atividade-fim, a garantia de salários,
direitos iguais para atividades iguais e representação sindical para
estes trabalhadores e trabalhadoras;
5) Posicionar-se contra a
ampliação e a generalização da terceirização, fruto do neoliberalismo do
Estado mínimo e da negação dos direitos trabalhistas;
6)
Reiterar a posição de restringir a terceirização no setor privado e
impedir no setor público, para o qual defendemos o instituto do concurso
público como única forma de ingresso, previsto na Constituição Federal;
7)
Rejeitar a Proposta de Substitutivo (4.330/04) do relator da comissão
especial da Câmara Federal, Deputado Roberto Santiago (PV/SP), que não
atende aos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras e favorece
setores empresariais, preocupados exclusivamente com a ampliação de seus
lucros;
Por fim, coerente com sua posição programática de lutar por um
projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, a CTB
conclama as centrais sindicais e todas as forças democráticas e
progressistas do país a se juntarem na luta pela aprovação do projeto de
lei das centrais e banir definitivamente do país qualquer forma de
precarização do trabalho.
A Executiva Nacional da CTB
São Paulo, 11 de Outubro de 2011

