“Deputado Laércio Oliveira agora quer sair de vítima”, diz lideranças sindicais sergipanas
Após as manifestações do dia 31, o deputado federal sergipano Laércio Oliveira procura a imprensa sergipana para supostamente denunciar “depredação” da empresa dele terceirização de Serviços, a Multiserv.
Na última sexta-feira, 31, em Aracaju, no denominado Dia Nacional de Protestos contra as Reformas e a Tercerização, milhares de pessoas foram às ruas. Na caminhada pacífica pelo centro da cidade, os manifestantes encerram os protestos em frente à sede da Multiserv. O movimento foi organizado pelas centrais sindicais (CTB, CUT, UGT e Com Lutas).

“Terminamos a nossa manifestação na porta da Multiserv. Foi ima parada simbólica, já que foi justamente o deputado sergipano o relator do projeto de terceirização. Trata-se do empresário que utiliza o mandato parlamentar para atender os interesses imediatos dele”, afirma o presidente da CTB/SE, Edival Gois.
Segundo Edival Gois, Laércio Oliveira quer intimidar a ação dos sindicatos que o vincula ao desmoronamento da legislação trabalhista. ‘A nossa manifestação pacífica contou com mais de 15 mil pessoas e afora aqueles que se manifestaram por redes sociais, Esse movimento repercutiu em todo o País. O deputado Laercio foi surpreendido com o desgaste político e agora quer sair de vítima”, diz Edival Gois.
Ainda segundo Edival Gois, “o deputado Laercio Oliveira quer tirar o brilhantismo do nosso protesto, Ele quer reverter a situação de qualquer jeito. Quer ameninar os equívocos que cometeu ao trazer de voltar um projeto tão danoso para a vida dos trabalhadores”, afirma a liderança.
Para o diretor do Sindicato dos Bancários de Sergipe, Luiz Dantas, o Luizão, “depois de tramar contra a classe trabalhadora, Laércio Oliveira agora tenta sair de vítima. Mas, se depender da unidade das centrais sindicais e sindicatos, ele não terá um só voto dos trabalhadores e trabalhadoras. O mandato desse político é contrário aos interesses dos trabalhadores. Foi ele quem desengavetou um projeto dessa natureza que fragiliza as relações trabalho versus patrão e coloca em cheque direitos consagrados como férias, 13º salário, direito ao acesso ao Fundo de Garantia (FGTS)”, afirma
A sindicalista Rosi Santos também garante que as centrais realizaram um protesto pacífico e ordeiro e não poderá ser responsável por qualquer suposto ato isolado. “Laércio Oliveira quer mesmo intimidar a ação coletiva dos sindicatos. Mas, não vamos nos intimidar. Não daremos trégua a Laércio Oliveira e a todos os outros parlamentares que se aliaram aos cortes de direitos. A população saberá nominalmente quem contribuiu e quem continua ajudando ao governo de Michel Temer a cortar direitos consagrados. Parlamentares como Laércio Oliveira não deverá ser mais eleito deputado ou senador, pelo menos com o voto do povo”, afirma Rosi Santos.
Por Déa Jacobina. Ascom SEEB/SE

