Desemprego nas grandes regiões é o menor em 10 anos
O desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou em 14,1% em maio, ante 14,2% em abril, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira. Trata-se da menor taxa para maio desde 1996, quando foi de 16,1%.
Já a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país - Belo Horizonte, Distrito. Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo - registrou queda para 14,8% em maio, frente taxa de 15% em abril, segundo os mesmos dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) - é a menor taxa para o mês desde 1998.
"Todo ano sai muita gente do mercado no final do ano [após as contratações para o Natal]. Neste ano, não. E tem se mantido constante", disse Alexandre Loloian, coordenador técnico da equipe de análise da Fundação Seade.
No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,949 milhões de pessoas, 17 mil a menos que em abril. As ocupações geradas (85 mil) foram em quantidade suficiente para absorver a entrada de pessoas no mercado de trabalho (68 mil).
Já o número de ocupados nas seis regiões foi calculado em 16,93 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa) em cerca de 19,879 milhões.
Na regiões metropolitanas, a taxa caiu no Distrito Federal (de 18,4% 17,4%), em Belo Horizonte (de 11,2% 10,7%) e em São Paulo (14,2% para 14,1%). Por outro lado, o desemprego subiu em Recife (de 20,1% 20,5%) e em Porto Alegre (de 12% 12,2%). Em Salvador ficou estável em 20,8%
São Paulo
No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado em 1,481 milhão de pessoas em São Paulo - 7.000 a mais do que em abril.
O nível de ocupação (9,026 milhões) em São Paulo em maio cresceu 0,4% em relação ao mês anterior (8,99 milhões). "A ocupação não cresceu de forma significativa, porque acredito que já cresceu bastante. Mas a região Metropolitana de São Paulo rompeu, pela primeira vez, a barreira dos 9 milhões de ocupados", disse Loloian.
Por setor, a taxa de desemprego cresceu mais fortemente no Agregado Outros Setores, que inclui construção civil e serviços domésticos, registrando alta de 8,2%. Na outra ponta, houve queda no comércio (1,4%) e na indústria (0,6%, após dois meses de crescimento). O setor de serviços ficou relativamente estável, com leve queda de 2,2%.
Renda
Em São Paulo, A renda dos ocupados ficou estável em R$ 1.207, e dos assalariados avançou 0,5%, para R$ 1.286. Em relação ao ano passado, os rendimentos médios reais de ocupados ficaram estáveis e dos assalariados subiram 1%.
Já no conjunto das seis regiões, entre março e abril deste ano, o rendimento médio real dos ocupados e o dos assalariados registrou alta de 0,6% e 0,9%, respectivamente. Em valores monetários, os rendimentos passaram a R$ 1.132 e R$ 1.220.

