Em defesa da reforma agrária trabalhadores rurais marcham em Brasília
A Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra, que propõe um tamanho máximo das propriedades em 35 módulos fiscais, é uma ação de conscientização e mobilização da sociedade brasileira a respeito da injusta realidade agrária do País.
É, também, uma ação de pressão sobre os políticos para que introduzam na Constituição Federal mecanismos que limitem o tamanho da propriedade da terra no Brasil, eliminando o latifúndio e valorizando a agricultura familiar, camponesa, indígena, quilombola e extrativista.
Atuação do Estado
As entidades que promovem a campanha entendem que o Estado brasileiro tem a obrigação de garantir o direito à propriedade da terra a todos os brasileiros e brasileiras que dela precisam para trabalhar e ganhar o sustento para si e para sua família.
Mas, para que isso realmente possa se tornar realidade, é preciso que a Constituição Federal seja alterada, com uma proposta de emenda à Constituição que defina este limite. A proposta é de que terras acima de 35 módulos fiscais sejam automaticamente incorporadas ao patrimônio público.
Mobilização
No Itamaraty, 40 pessoas (10 lideranças por entidade) e uma criança adentram ao plenário da Conferência Oficial da FAO para leitura da Declaração do Acampamento e entrega de uma cesta de alimentos.
Um grupo formado por 200 pessoas (50 lideranças por entidade) entrou no Auditório Nereu Ramos para entregar a Declaração do Acampamento aos presidentes do Senado e da Câmara.
No Ministério da Justiça, os trabalhadores do campo participaram de uma mística lembrando aqueles que tombaram na luta pela reforma agrária.
O acampamento
O Acampamento da Reforma Agrária reúne desde domingo (13) em torno de 2 mil pessoas no Estádio Mane Garrincha, em Brasília. As agricultoras e agricultores representam 23 estados brasileiros.
O encontro é promovido pelo Forum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, uma organização formada por 47 entidades nacionais vinculadas à reforma agrária, direitos humanos, meio ambiente e agricultura familiar.
O acampamento tem coordenação geral dos seguintes movimentos sociais: Fetraf Brasil, Via Campesina, MLST, Contag, CPT e Cáritas Brasileira.

