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Em protesto contra juros altos, centrais convocam encontro unitário no dia 26

As centrais sindicais realizaram na manhã desta terça-feira (19) um forte protesto contra os juros altos, diante da sede do Banco Central, na avenida Paulista, em São Paulo. 

A manifestação, convocada unitariamente pela CTB, CUT, CSB, CGTB, Força, NSCT e UGT, marca o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que nesta quarta-feira anunciará a taxa básica de juros para os próximos 45 dias. A expectativa é de manutenção em 14,25% ao ano. Todos os discursos relacionaram os juros altos com a estagnação da economia e o desemprego.

“A política de juros altos só traz prejuízos para o nosso país e, principalmente, para a classe trabalhadora. Defendemos a redução dos juros para que se alavanque a economia brasileira. Juros altos só interessam aos especuladores. A proposta é fazermos uma greve geral caso esse governo golpista insista nesse pacote de maldades contra os trabalhadores”, destacou Onofre Gonçalves, presidente da CTB São Paulo.

A atividade faz parte de uma agenda de lutas, que inclui um ato na próxima terça-feira (26), no bairro da Liberdade, para divulgação de um documento unitário com propostas de retomada do crescimento econômico e contra corte de direitos.

O encontro, com representantes das centrais em todos os estados, será realizado no mesmo local (Espaço Hakka) onde, em dezembro, centrais e entidades empresariais aprovaram o Compromisso pelo Desenvolvimento, com propostas de recuperação da economia.

O documento, que deve ser aprovado durante o encontro, vai refletir a preocupação das centrais com medidas discutidas pelo governo interino, como reforma da Previdência, o projeto de terceirização, o papel da Petrobras no pré-sal e privatizações. 

Wagner Gomes, secretário-geral da CTB, alertou que a classe trabalhadora deve se manter mobilizada contra flexibilização e retirada de direitos.  "O que vem pela frente é uma agenda de precarização. Há um plano de retirada de direitos. Portanto, temos de mostrar muita força ou nossos direitos vão embora”, ressaltou Gomes.

Portal CTB

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