Emprego cresceu mais entre as mulheres em 2010, aponta estudo
Eles, porém, ainda são maioria. Enquanto o número de trabalhadores passou de 24,13 milhões, em 2009, para 25,75 milhões no ano passado, o de trabalhadoras foi de 17,01 milhões para 18,31 milhões.
Os homens também continuam a receber os maiores salários. A
remuneração média deles é de R$ 1.876,58, já a delas fica em R$
1.553,44. A diferença é de mais de R$ 300.
Os dados constam da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), um
retrato ampliado do emprego formal. Divulgada anualmente pelo governo,
inclui servidores públicos, trabalhadores temporários e avulsos e ainda
informações residuais das empresas, além dos dados de carteira assinada
do Caged. O relatório detalha o número de empregos gerados por sexo,
idade e região do país.
O Norte e o Nordeste foram as regiões do país que mais criaram
empregos. O Nordeste teve um crescimento de 7,93% postos de trabalho, e o
Norte apresentou uma alta de 9,9%. De acordo com o ministro do
Trabalho, Carlos Lupi, esses números podem ser creditados à construção
das usinas Jirau e Santo Antônio. Ele disse ainda que construção da
usina de Belo Monte vai gerar duas vezes mais postos de trabalho.
"Com a construção de Belo Monte [os empregos] devem crescer ainda mais nos próximos quatro ou cinco anos. Isso porque quando algum setor cresce, vários outros crescem junto, como alimentação, construção civil e serviços", disse.
O ministro destacou ainda que o crescimento no número de empregos na faixa etária de 50 a 64 anos e acima dos 65 anos. A criação de postos de trabalho para essas idades teve aumento de 10,28% e 12,77%, respectivamente.
"Existe uma demanda por mão de obra com experiência, por isso o crescimento no numero de empregos na faixa de 50 a 64 anos. As empresas estão preferindo contratar trabalhadores com mais experiência, portanto, os mais velhos", destacou.
Levantamento feito pela Folha com dados do IBGE mostram que o crescimento desta faixa de idade acontece desde 2003. Há oito anos, a faixa representava 16,7% da força de trabalho. O percentual subiu para 21,8% na média do primeiro trimestre de 2011.

