Encontro debate mulheres e mídias na Bahia
Mulher e culturas digitais foi o principal tema em debate no II
Encontro Baiano Mulheres e Mídias, realizado nesta quarta-feira (19/10),
na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, em
Salvador. Idealizado pela Articulação Mulher e Mídia Bahia, o evento
reuniu ativistas feministas e integrantes do movimento social de
mulheres da Bahia.
O Encontro Mulheres e Mídias é parte
de um movimento nacional que discute a articulação e a visibilidade das
mulheres na mídia. Na Bahia, o evento está em sua segunda edição e tem
entre os seus objetivos a formulação de proposições para estimular e
garantir que os programas estaduais de fomento à produção e difusão
cultural valorizem a expressão das mulheres e suas contribuições
sociais, política, econômica e cultural.A secretária de Comunicação do PCdoB na Bahia, Julieta Palmeira, foi uma das palestrantes do evento, onde representou a União Brasileira de Mulheres (UBM) e o Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé. Para ela, a democratização da mídia interessa muito às mulheres. “Primeiro, pela questão imagética, da forma como a mulher é mostrada pela mídia, muitas vezes de forma distorcida, que afeta a imagem de uma mulher desenvolvida, que se coloca nos espaços de decisão. Outro ponto importante, é a questão de dar visibilidade ao invisível. É muito difícil noticiar a participação da mulher nos diversos segmentos da sociedade. Para a mulher conseguir destaque é preciso que ela seja uma mulher com muita capacidade e que se desdobre para que a mídia noticie suas ações”, destacou.
Segundo Julieta, esta não é apenas uma questão histórica, mas é uma questão que se mantém nos dias atuais. “Apesar de ser a maioria da população, a mulher é invisível, não em termos de imagem, mas como protagonistas das ações. Por isso, a luta pela emancipação da mulher tem muito a ver com a luta pela democratização da mídia”, acrescentou.
Outro ponto defendido por Julieta Palmeira foi a necessidade de que as mulheres tenham acesso aos meios de comunicação digital. “É preciso saber usar o computador, a internet e as diversas ferramentas do mundo digital, mas também é preciso que a mulher possa ter acesso às formas de produção de conteúdo para os meios digitais, para que possa mostrar sua verdadeira imagem e possa se reconhecer na produção digital. Isso tem haver também com a questão da comunicação como direito humano”, ressaltou a comunista.
De Salvador,
Eliane Costa

