Evo Morales visita Cuba
Por Maggie Marin, desde La Havana, Cuba
Especialmente convidado pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, Raúl Castro Ruz, e como expressão dos já históricos laços de irmandade e solidariedade que unem a ambos governos e povos, na noite da quarta-feira, chegava uma vez mais ao aeroporto internacional "José Martí", o presidente da República da Bolívia, companheiro Evo Morales Ayma.
Recebido no aeroporto pelo chanceler da maior das Antilhas, Felipe Pérez Roque, de imediato o mandatário disse sentir-se muito contente por estar novamente na Cuba revolucionaria e "com muita vontade de ver Fidel".
Vestido com a simplicidade que o caracteriza e com a familiaridade que sente sempre que se encontra nessa terra, o governante manifestou: "Estamos aqui para conversar e intercambiar sobre o processo revolucionário na América Latina".
Desde La Paz e através do porta-voz oficial do governo boliviano, Iván Canelas, se soube que alguns dos temas da agenda serão os problemas de alimentação no mundo, o meio ambiente e a cooperação bilateral. Cuba e Bolívia integram, juntamente com Venezuela e a Mancomunidade de Dominica, o esquema integrador ALBA, Alternativa Bolivariana para os Povos de nossa América.
"Como sempre -agregou-tenho vontade de ver Fidel, de quem sou admirador, pois conversar com ele sempre nos inspira; é um irmão mais velho muito sábio. Esperamos que possa receber-me para conversar".
Sobre certos rumores mal-intencionados que rodearam esta visita, Morales afirmou que sua viagem obedece a um convite formulado pelo presidente Raúl Castro e por Pérez Roque.
Interrogado pelos jornalistas sobre o processo do referendo revocatório que acontecerá no próximo 10 de agosto e mediante o qual será colocado sob critério popular a continuação de seu mandato, a do vice-presidente Álvaro García Linera, e a dos perfeitos de todos os departamentos da nação andina, Morales indicou que espera que o setor opositor, sem muito problema, aceite e submeta-se ao povo, pois é a única forma de resolver o conflito político, com a consciência e o sufrágio dos eleitores.
Em seguida, delcarou que esse será um momento histórico, porque, "por primeira vez, o povo boliviano tare o direito de ratificar ou revogar os mandatários, bem como outras autoridades". Insistiu e continuou: "Vamos respeitar a consciência do povo e as normas, porque é um referendo constitucional, aprovado pelo Congresso Nacional".
Durante sua passagem por Cuba, o presidente estará acompanhado, entre outros funcionários de seu governo, também pelo embaixador de Cuba na Bolívia, Rafael Daussá.
Está previsto que durante sua breve estadia na Ilha, Morales Ayma se reunirá com o General de Exército Raúl Castro Ruz. É provável que nesta quinta-feira Morales viaje ao Brasil, para participar na Cúpula Sul-Americana que se reunirá na sexta-feira, 23 de maio, aos mandatários dos doze países da região pertencentes à União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), entidade na qual exerce, atualmente, como presidente "pro témpore". Na ocasião, os presidentes assinarão o tratado constitutivo de UNASUL.

