Fiscais flagram trabalho escravo em confecção da Luigi Bertolli em SP
A GEP Indústria e Comércio Ltda, que produz as peças das três marcas, foi alvo de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com Ministério Público Estadual e Receita Federal. A produção era repassada para a Silobay, uma empresa situada no Bom Retiro, também em São Paulo, que também foi alvo de fiscalização.
Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram nesta semana a empresa explorando mão de obra em condições análogas à escravidão.
Na fábrica, as pessoas trabalhavam de 16 a 18 horas por dia, ganhavam R$ 3 por peça produzida, eram obrigadas a fazer suas refeições no local de trabalho e não tinham direito a férias nem 13º salário. A situação já durava de dois a três anos. Os trabalhadores estão neste momento na sede da Superintendência Regional do Trabalho, no centro da cidade, assinando termos de indenização trabalhista. Após a regularização de todos os eles, os responsáveis pela operação darão entrevista coletiva para dar detalhes sobre as possíveis punições às empresas envolvidas.
Rede Brasil Atual

