Fórum discute demandas comuns de mulheres da Índia, Brasil e África do Sul
O Fórum terá a participação da brasileira Nilcéa Freire, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), de Krishna Tirath, ministra do Desenvolvimento das Mulheres e Crianças da Índia, e de Nolunthando Mayende-Sibiya, ministra da Mulher, Juventude, Crianças e Pessoas com Deficiência da África do Sul.
Após a abertura do evento, as representantes dos três países iniciarão os debates sobre os temas violência contra a mulher e impactos da crise mundial na vida da mulher. Na ocasião, será realizada uma exposição de dados e informações sobre como cada país está conduzindo e avançando na implantação e garantia de direitos e de políticas específicas para a população feminina.Cerca de 40 mulheres, entre elas representantes do governo e da sociedade civil, participarão do Fórum, que antecede a reunião da Cúpula do Fórum Ibas. De acordo com Elizabeth Saar, coordenadora da Área de Poder e Saúde da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a proximidade dos eventos é proposital. "O Fórum é realizado sempre dois ou três dias antes da reunião de Presidentes para que eles possam receber e assumir algumas das questões demandadas pelas mulheres", explica.
Estas demandas comuns serão apresentadas no dia 15 e, após reunião de consenso, darão origem a uma Carta que será entregue aos presidentes durante a encontro da Cúpula do Fórum Ibas. "O Brasil já tem sua proposta. A Índia e a África do Sul também deverão trazer as suas e só após uma reunião com a apresentação de todas as demandas relacionadas ao que foi debatido no Fórum e que será constituída a Carta de Consenso e entregue as presidentes", esclarece Elizabeth.
Também faz parte da programação o lançamento do livro "Fórum de Mulheres do IBAS - Pensando uma Estrutura Macroeconômica Inclusiva: uma Abordagem Feminista Sul/Sul". O foi material, que foi gerado a partir das discussões e reflexões realizadas no seminário Diálogo Brasil-África do Sul, será lançado durante uma conferência de imprensa às 17h45, no Itamaraty.
"Esta publicação é uma prova de que as mulheres querem discutir assuntos como desenvolvimento, política e economia e assim acabar por interferir nos diálogos dos outros grupos do Ibas, que abordam educação, saúde, entre outros temas. Da mesma forma, as mulheres também querem tranversalizar para todos os 16 grupos as perspectivas de gêneros, pois não querem que este assunto fique restrito a ser discutido entre elas", afirma Elizabeth Saar.
De acordo com a coordenadora da Área de Poder e Saúde da Secretaria de Políticas para as Mulheres, durante o III Fórum de Mulheres Ibas será lançada a proposta de criação de observatório voltado para a questão de gênero, que será gerido pelos três países.

