Funcionários do BNB também se destacaram na greve deste ano
Houve
um tempo em que os funcionários do Banco do Nordeste (BNB) quase não
faziam greve, mas nos dois últimos anos eles sobressaíram e se somaram
aos colegas dos bancos públicos: Caixa Econômica, Banco do Brasil e
Banco do Estado de Sergipe, aderindo à greve de forma contundente. Os
funcionários do BNB, tanto em Aracaju como no interior, aderiram
massivamente à mobilização, ficando fora do movimento apenas a agência
de Gararu.
Para Eliseu Mann, funcionário do BNB e diretor da Federação dos
Bancários da Bahia e Sergipe - Feeb BA/SE, os anos de 2009 e 2010 são
estratégicos para a cobrança das reivindicações da categoria. "Hoje,
mais de 50% dos funcionários do BNB tem menos de dez anos de carreira.
São funcionários, relativamente, novos e que precisam ser valorizados.
O nosso movimento não é só por salários, e o envolvimento dos
funcionários é importante para atingir nossos objetivos", destaca.
Este ano a participação dos benebeanos na campanha salarial foi
bastante criativa e de forma irreverente. Eles realizaram a 'Noite dos
Morcegos', um churrasco em protesto aos empregados que durante a greve
entraram na agência para trabalhar depois que eram desmontados os
piquetes.
Eles
também realizaram, com o apoio do Sindicato dos Bancários, o 'Churrasco
do DEST'. O objetivo foi fazer uma cobrança ao Departamento de
Coordenação e Controle das Estatais, para que o órgão resolva questões
importantes que estão pendentes no BNB, a exemplo dos 3% na PCR, a PLR
de 2009 e isonomia na licença-prêmio, que esbarram na burocracia.
Segundo Eliseu, o DEST fica travando o andamento e as soluções não
acontecem. "Queremos que a licença-prêmio seja estendida a todos os
funcionários. Na forma atual, os novos não têm direito. Só tem direito
quem entrou no banco até 1997. Nós queremos isonomia. Os antigos
trabalham 1 ano e tem direito a 18 dias de folga", informa Eliseu Mann.
O Comando de Greve do BNB em Sergipe também realizou o 'Aniversário de
4 Anos do Plano de Funções Pé-de-Cobra'. Na verdade foi um protesto
contra a demora de aplicação do Plano de Funções e Comissões (PFC). “O
Plano já existe há quatro anos e nunca foi colocado em prática, por
isso passamos a denominá-lo o 'Plano de Funções Pé-de-Cobra, Ninguém
viu, Ninguém vê'”, esclareceu o funcionário do BNB e delegado sindical
Fernando Canto.
Todos os atos retrataram a insatisfação dos benebeanos. "É necessário
que o banco implemente os planos de Funções e de Cargos e Salários
(PCS) para que os funcionários possam seguir carreira. O movimento é
legítimo e este ano foi maior do que no ano passado. A participação
dos funcionários foi massiva, tanto na capital como no interior. Os
funcionários estão de parabéns!”, reforça Eliseu Mann.

