Funcionários dos Correios entram em greve a partir desta quarta-feira
Em algumas agências o setor administrativo não aderiu totalmente à paralisação, o que permite a postagem de correspondências. No entanto, a redução no número de carteiros trará o inevitável atraso na entrega. A assessoria de comunicação da ECT na Bahia informou que já começou a colocar em prática seu plano de contingenciamento para reduzir os transtornos aos usuários. Isso representa convocar mão-de-obra terceirizada e deslocar funcionários da área administrativa para o setor operacional.
Reajuste - De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sincotelba), Simone Soares, os funcionários só voltam ao serviço quando tiverem uma posição do setor patronal sobre as negociações salariais deste ano. A direção dos Correios teria oferecido reajuste de 4,5%, enquanto a categoria pede acréscimo de R$ 300 no salário líquido de cada trabalhador.
Outra reivindicação é a contratação de mais funcionários. Há mais de um ano não há convocação de novos servidores e o trabalho é redobrado para quem está na ativa. "O ideal seria termos sete mil funcionários. São 417 municípios no estado e muitos têm o serviço deficiente diante da falta de mão-de-obra", comenta Soares.
A principal defasagem é na quantidade de carteiros. Em Salvador, são cerca de mil profissionais, quando o ideal mínimo seria de dois mil. "E o problema se repete em outros setores da área operacional", finaliza. Por meio de sua assessoria de comunicação, a ECT na Bahia garantiu que a direção do órgão definiu que seria oferecido reajuste de 4,5%, além de acréscimo no tíquete-refeição que iria de R$ 570 para R$ 596.

