Governo acumula déficit fiscal de R$ 96 bilhões
O governo federal registrou o maior rombo em suas contas para o perÃodo desde o inÃcio da sua série histórica em 1997, ou seja, em 20 anos. Nos noves primeiros meses deste ano, foi registrado um déficit de R$ 96,6 bilhões, com despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dÃvida pública. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (27/10) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Antes o maior rombo para o perÃodo de janeiro a setembro havia sido registrado em 2015: R$ 20,81 bilhões. Só no mês de setembro, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 25,3 bilhões. Com isso, houve piora frente ao mesmo perÃodo do ano passado (R$ 6,85 bilhões).
O forte aumento do rombo fiscal acontece por conta do fraco desempenho da arrecadação, reflexo da crise econômica. Além disso, o governo tem elevado as despesas públicas em um orçamento com um alto grau de vinculações.
Com recessão na economia do paÃs, a receita total teve queda real de 7% nos nove primeiros meses deste ano, para R$ 938 bilhões. Sem contar a inflação, houve um aumento nominal de 1,6%. No mesmo perÃodo, as despesas públicas cresceram em termos reais, 2% até setembro, para R$ 884 bilhões. Em termo nominais, a alta foi de 11,5%.
Rombo da Previdência
A Secretaria do Tesouro Nacional informou que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 54,25 bilhões nos nove primeiros meses do ano passado para R$ 112,65 bilhões em igual perÃodo de 2016. Um aumento de 107,6%.
Recentemente, o governo estimou que o déficit da Previdência Social vá somar R$ 148,78 bilhões em todo este ano. Em 2015, a Previdência registrou resultado negativo de R$ 86,81.
De acordo com dados oficiais, 2016 será o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 17,24 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões. Para 2017, a estimativa é de um novo déficit fiscal, da ordem de R$ 139 bilhões.

