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Greve continua no Rio de Janeiro

Os bancários do Rio aprovaram, em assembléia realizada ontem (30/9), na Galeria dos Empregados no Comércio, manter a greve por tempo indeterminado. A manutenção da greve foi defendida pela diretoria do Sindicato. A diretoria defendeu também a realização de uma assembléia dos bancos privados em separado para avaliar a situação do movimento no setor, mas a proposta foi rejeitada.
 
Foi aprovada ainda a escolha de um representante de base para participar da reunião do Comando Nacional da categoria, que acontece hoje, às 14 horas, em São Paulo. O número de participantes ontem foi menor do que na segunda-feira. "É fundamental a participação de todos os bancários nas assembléias. Precisamos fortalecer o movimento da categoria e a unidade nacional", comenta o diretor da entidade Ronald Carvalhosa.


O presidente em exercício do Sindicato, José Alexandre, disse que os bancos privados precisam ter uma atenção especial nas greves. "Defendemos a continuidade da greve e respeitamos a decisão soberana da assembléia, mas nossa preocupação é em relação à dificuldade dos companheiros do setor privado em função dos interditos proibitórios que alguns bancos conseguiram na Justiça. Precisamos preservar esses bancários, que não possuem qualquer tipo de estabilidade no emprego", disse o sindicalista. Unibanco, Itaú e Real entraram com o interdito.

Departamento jurídico


O Departamento Jurídico do Sindicato está avaliando a situação dos interditos proibitórios. Não é de hoje que os banqueiros utilizam desse artifício para tentar impedir o movimento grevista da categoria e atacar o Sindicato. Em julho deste ano, o Sindicato conseguiu uma vitória histórica em relação a este assunto. O juiz Roberto Norris, da 78ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, acolheu a contestação do Sindicato de que o Bradesco teria agido de má-fé ao ajuizar em outras Varas e Juízos "demandas idênticas".


Na ocasião, o maior banco privado do país foi condenado a pagar uma indenização de R$50 mil, mais as custas judiciais. "Os banqueiros tentam conseguir em outras Varas o que a Justiça do Trabalho lhes nega. Vamos continuar a luta para derrubar  esta maldita artimanha dos patrões", ressalta Carvalhosa. O pedido do Real foi feito na Justiça Civil e do Unibanco e Itaú foram, na Justiça Trabalhista.

O quadro nacional


Cerca de 77% das bases sindicais do país aprovaram greve de 24 horas. Dos 107 sindicatos, apenas sete mantêm a greve por tempo indeterminado: Rio de Janeiro, Brasília, Maranhão, Rio Grande do Norte, São Leopoldo (RS), Santa Maria e região (RS) e Bauru. Confira o quadro nacional completo no verso.


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