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Greve prossegue nesta segunda em Pernambuco

No primeiro dia de greve em Pernambuco, sexta-feira, 3, os bancários mantiveram o pique da paralisação de advertência, no último dia 30. Apesar da pressão. No Banco do Brasil, por exemplo, muitos gerentes reúnem os empregados novatos em longas conversas. Na agência do Cabo, os trabalhadores da limpeza receberam ordens para retirar os avisos de greve tão logo os trabalhadores saíssem do local.

A Caixa não fica atrás. Desde segunda-feira, 1º de setembro, divulgou Circular Interna alertando os bancários quanto às ausências no período de greve. O assunto sequer foi tratado em negociação. Mas o banco, para intimidar os trabalhadores, já está informando que as ausências serão tratadas como faltas não justificadas.

No Bradesco da Conde da Boa Vista, a velha figura do interdito proibitório entrou em cena. Explique-se: o instrumento jurídico consta no direito processual impedir a expropriação da posse. Mas os banqueiros lançam mão deste artifício para tentar barrar o direito de greve.

Além de Pernambuco, estão em greve Brasília, Maranhão, Porto Alegre, Salvador e Goiás. Os demais estados devem aderir ao movimento a partir desta terça, 8. Assembléia no final da tarde da sexta, 3, deliberou pela continuidade da greve. Também nesta segunda, 6, os bancários se reúnem em assembléia às 18 horas para organizar o movimento na terça-feira, 7.

Em sete rodadas de negociação, desde agosto, os banqueiros negaram praticamente todos os itens. O mesmo acontece nas mesas de negociações de questões específicas de cada banco. Na última rodada de negociação, em São Paulo, os patrões ofereceram 7,5% de reajuste para uma inflação acumulada de 7,15%, segundo o INPC - no período de 1º de setembro de 2007 a 31 de agosto de 2008. Nossa reivindicação é de 13,23% = inflação mais 5% de aumento real, equivalente ao crescimento do PIB nacional.

Mas não se trata, apenas, de aumento real, do qual não abrimos mão. É ponto de honra desta campanha a recuperação, mesmo que gradativa, do piso salarial, recusada pelos patrões: 50% da diferença entre o piso atual, de R$ 921,49 no setor privado, e o salário mínimo calculado pelo Dieese, já este ano; e cronograma para alcançar R$ 2.074,00 em três anos. A simplificação da PLR - Participação nos Lucros e Resultados, numa lógica linear que contemple o coletivo de trabalhadores = a três salários de cada trabalhador. A tudo isso a banca disse não.

Todas as reivindicações sobre saúde - incluindo combate ao assédio moral -, igualdade de oportunidades de oportunidades e segurança, também foram negadas. Não há condições de trabalho e os bancos se recusam a discutir emprego, quando contratar é fundamental para reduzir a sobrecarga de trabalho e melhorar o atendimento à população. "Os banqueiros apostam no confronto e terão a resposta que merecem. Nós estamos aqui para cumprir a decisão da assembléia, que é soberana", afirma Marlos Guedes, presidente do Sindicato.

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