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Inadimplência cai e é a menor desde dezembro de 2015

A inadimplência no Brasil recuou 5,4% em setembro, atingindo o menor nível desde dezembro de 2015 (5,3%), fazendo refletir os primeiros sinais de gradual recuperação econômica no país. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (27/10) pelo Banco Central.

Os dados do banco considera apenas o segmento de recursos livres, em que as taxas são definidas livremente pelas instituições financeira. Em agosto, a inadimplência havia sido de 5,6%.

O mês de setembro foi marcado pelo barateamento das condições de financiamento no país, em meio ao ciclo de afrouxamento monetário que já reduziu a taxa básica de juros em 6,75 pontos percentuais desde outubro do ano passado, ao patamar atual de 7,5% ao ano. No segmento de recursos livres, os juros médios caíram a 43,3% no mês passado, contra 45,6% ao ano.

O spread, que mede a diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada a seus clientes, também recuou a 35,1 pontos percentuais, contra 36,9 pontos em agosto. Apesar desse movimento, o cenário ainda é de fraqueza na tomada de empréstimos no Brasil. O estoque total de crédito no país ficou estável em setembro sobre agosto, a 3,048 trilhões de reais, o equivalente a 47,0% do PIB.

Nos nove primeiros meses do ano, o estoque caiu 1,9%. Em 12 meses, houve recuo de 2,0%, sendo que o BC prevê um resultado estável para 2017. As empresas têm respondido de maneira pronunciada por essa falta de apetite, tendência que se repetiu em setembro. No acumulado do ano até setembro, o estoque de crédito para empresas registrou recuo de 7,3%, ao passo que para as pessoas físicas houve crescimento de 3,5 por cento no mesmo período.

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