Incêndio destrói Museu Nacional
Na noite de domingo (2/9), um incêndio destruiu grande parte do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. O espaço, que completou 200 anos em junho e foi criado por Dom João VI, é de valor inestimável pelo acervo. Entre os 20 milhões de itens catalogados por mais de 20 décadas, há documentos que contam a história do Brasil, múmias, fósseis e animais raros empalhados, fazendo do museu a mais antiga instituição científica do Brasil e a maior da América Latina.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros e Museu Nacional, quando as primeiras chamas começaram havia quatro seguranças no prédio, mas nenhum se feriu. Durante as operações para apagar as chamas, houve atrasos de quase uma hora, visto que os hidrantes estavam desabastecidos e foi preciso retirar água da lagoa próxima ao prédio e ainda solicitar apoio de carros pipa.
Foram mais de oito horas para controlar as chamas, num trabalho conjunto dos bombeiros e funcionários do museu. Com o controle total das chamas e rescaldo, a Defesa Civil do Rio de Janeiro avaliou os danos a estrutura restante do prédio e informou em nota que “existe um grande risco de desabamento”.
Apesar do reconhecimento da importância do acervo para o mundo, o Museu Nacional já vinha sofrendo com a falta de manutenção por parte do Poder Público. Muitos espaços estavam fechados à visitação até por anos, como o esqueleto de baleia jubarte ou o fóssil do dinossauro de Minas Gerais, que teve a base destruída por cupins. O que ainda funcionava, operava com orçamento extremamente reduzido, por isso não recebia reformas.
Por Rafael Santos

