Indignados com direção do banco, funcionários da Caixa mantêm greve em Brasília
O nível de indignação dos trabalhadores com a postura da direção da Caixa só vem aumentando. Além de não apresentar nada de novo nas negociações, a direção do banco vem espalhando por aí que teria feito outra proposta aos trabalhadores. É mentira!
Este tipo de atitude só pode ter o objetivo de esvaziar o movimento e enfraquecer a luta dos bancários, mas não adianta.
Em assembleia específica realizada nesta sexta-feira em frente ao prédio Matriz I, os trabalhadores da Caixa decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação só vai terminar quando a direção do banco respeitar os bancários e apresentar uma proposta concreta a satisfatória para a categoria.
"Nós temos que apoiar os colegas da Caixa. A empresa está desrespeitando os trabalhadores e não avança e nem apresenta uma proposta digna", disse o presidente Rodrigo Britto.
Nova assembléia específica nesta terça-feira, dia 13, às 17h, em frente ao Matriz I.
BB e BRB - Os funcionários do Banco do Brasil e do BRB decidiram voltar ao
trabalho após 16 dias de greve. A decisão foi tomada nesta sexta (9) em
assembléias específicas realizadas na Praça do Cebolão, no SBS. Os
bancários da Caixa continuam em greve, indignados pela ausência de
avanços na proposta.
Banco do Brasil
Desta forma, os funcionários terão incluído o dia 9 na compensação dos
dias parados, conforme o acordo da Fenaban. Os dias de greve serão
compensados até o dia 15 de dezembro deste ano, sem qualquer desconto
nos salários.
Além disso, a compensação será limitada a duas horas por dia e não pode
recair nos finais de semana ou feriado, nem incidir sobre horas extras
feitas antes da assinatura do acordo.
Também nesta sexta-feira, a direção do BB reafirmou o compromisso com o
debate e implantação de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS). O
início das discussões ocorrerá em novembro deste ano e o prazo para
definição do plano para implantação é junho de 2010. Dentre outros
temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito,
jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc.
A proposta traz avanços importantes, como a valorização de 3% no piso e
manutenção dos interstícios em 3% no atual PCS, e o anúncio da
contratação de 10 mil novos funcionários.
BRB
No BRB, a greve conseguiu arrancar avanços importantes nas propostas,
mas que, na avaliação do Sindicato, não contemplam integralmente as
reivindicações dos funcionários. Sempre apostando na via negocial como
o principal instrumento para se chegar a um acordo satisfatório, o
Sindicato empregou todos os esforços necessários junto à direção do BRB
para fazer avançar ainda mais naquilo que considerava necessário, mas a
direção do banco afirmou que aquela era sua proposta final.
Apesar de o Sindicato defender que era possível e necessário avançar, o
entendimento da maioria dos bancários na assembleia foi o de que era
momento de voltar ao trabalho. Ao Sindicato, cabe respeitar a soberania
dessa decisão, ressaltando que o comportamento dos bancários deve se
pautar pelo espírito de solidariedade e de luta, sem jamais ceder à
pressão e aos ataques da direção do banco.
"Os bancários do BRB que fizeram greve estão de parabéns pela
disposição de luta e garra que fizeram desta uma das mais fortes
paralisações da história do BRB", destacou o secretário-geral do
Sindicato, André Nepomuceno.
A luta garantiu aos trabalhadores do BRB, além das questões econômicas
da Fenaban, PLR com distribuição de 50% fixos e 50% variáveis, a
abertura de mais 40 vagas para o cargo de assistente de negócios em
janeiro de 2010 e ampliação da licença maternidade para 180 dias, entre
outros pontos.

