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Metroviários de São Paulo aprovam desfiliação da CUT

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo realizou entre os dias 04, 05 e 06 de dezembro o 9º Congresso da categoria para balizar lutas e enfrentamentos para o próximo período. No evento foram debatidos temas como conjuntura nacional e internacional, assim como a atual situação do mercado financeiro mundial e seus impactos para os trabalhadores.

Como resoluções do congresso, ficou estabelecido que  a categoria deverá se manter organizada para que não haja nenhuma demissão e que os trabalhadores tenham estabilidade no emprego; pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário; pela reforma agrária; contra a doação de recursos públicos para multinacionais, banqueiros, latifundiários, e que estes fundos sejam empregados na ampliação e melhorias de serviços públicos, como saúde, educação e moradia.

Em relação às questões previdenciárias, foi deliberada a defesa e luta pelo fim do fator previdenciário sem idade mínima; reajuste das aposentadorias e pensões com o índice do salário mínimo; e atualização das aposentadorias pelos valores corrigidos com o fim do fator previdenciário.

A plenária final do Congresso também aprovou repúdio à política de divisão de entidades sindicais, como forma de fortalecer a luta dos trabalhadores e à portaria 186 do Ministério do Trabalho, que possibilita a divisão de entidades.



Desfiliação da CUT

O congresso dedicou seu segundo dia aos debates sobre o papel de uma central sindical e a desfiliação da Central da Única dos Trabalhadores (CUT), com esclarecimentos e discussões promovidas pelos representantes das centrais: pela CTB, Nivaldo Santana; pela CUT, Eduardo Pacheco; pela Intersindical, Paulo Pasin; e pela Conlutas, Atenágoras Lopes.

Para Nivaldo Santana, o sindicato dos metroviários é uma entidade forte e estratégica e é importante estar ligada a uma central independente, democrática e de classe (assista ao vídeo). 

E um dos principais fatores analisados pelos delegados (as) presentes, para decidir sobre a desfiliação, foi que a CUT perdeu sua autonomia em relação ao governo depois da eleição do presidente Lula, deixando de lado importantes reivindicações da classe trabalhadora, esvaziando suas propostas de luta.

Seguindo esta lógica, na plenária final realizada no sábado (06), com cerca de 80% dos votos os delegados (as) votaram pela desfiliação da entidade. Com apenas 25 votos contrários o congresso decidiu que a partir da data o sindicato não estaria mais filiado à CUT, sendo realizado um plebiscito para sua filiação à CTB.

Plebiscito para se filiar à CTB

Para referendar a decisão tomada no congresso,  de  14 a 17 de dezembro, o sindicato realizará uma plebiscito em cumprimento ao estatuto da entidade que diz competir à categoria decidir sobre a filiação do sindicato a uma entidade de grau superior.

As urnas durante esse período rodarão as áreas, abrangendo todas as escalas para que todos os metroviários participem do processo.

De acordo com Wagner Gomes, presidente do sindicato e da CTB, o importante é manter a unicidade sindical. Para ele, aprovação da convenção 87 da OIT (apoiada pela CUT), dá direito a serem criados diversos sindicatos para a mesma categoria, divide e enfraquece o movimento sindical.

"Nós defendemos a filiação à CTB, mas achamos que devemos manter as relações fraternais de luta e, unidade de ação com todas as centrais sindicais," afirma Gomes, conclamando a categoria a se mobilizar para essa nova ação. "Vamos juntos construir a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a CTB, uma central democrática, de luta. Uma central renovada para levar os trabalhadores para o caminho correto, o caminho da unidade, sem sectarismo e com pluralismo sindical".

Por Cinthia Ribas com informações do Sindicato dos Metroviários de SP

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