Ministro do Trabalho defende reivindicações das centrais
Na opinião de Joílson Cardoso "a reunião foi muito proveitosa e resultou num importante compromisso do ministro". Os dirigentes das centrais apresentaram o documento unitário elaborado em resposta à crise e encaminhado ao presidente Lula, que realça várias bandeiras dos sindicalistas para enfrentar a crise.
Empenho pessoal
"O ministro", informou Joílson, "manifestou sua aprovação e disse que vai se empenhar pessoalmente para que o governo acate seis sugestões que considerou mais relevantes". Lupi apóia a idéia de que todo e qualquer recurso do setor público destinado a ampliar a liquidez do sistema bancário e crédito ao sistema produtivo tenha por contrapartida medidas para proteger os interesses da classe trabalhadora, destacando a preservação do emprego e criação de novos postos de trabalho.
"O ministro concordou também com a proposta de desoneração tributária de todos os produtos da cesta básica", comentou o dirigente da CTB. Além disto, o ministro concordou que é necessário ampliar o prazo do seguro-desemprego para seis meses e estender tal benefício para os assalariados rurais contratados para o plano-safra.
Também considera necessário retirar todos os projetos de flexibilização em tramitação no Congresso Nacional, entre eles o PL 4032, que trata da terceirização, bem como aprovar o quanto antes o Projeto de Lei que assegura a valorização permanente do salário mínimo.
Redução da jornada
"Cabe destacar", salientou Joínson Cardoso, "o compromisso de apoiar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários. A reunião contou com a presença do deputado Vicentinho, que é o relator do projeto que reduz o tempo de trabalho na Câmara Federal".
Lupi prometeu formar um grupo de trabalho tripartite para acompanhar a aplicação dos recursos do FAT e FGTS nas questões envolvendo programas de habitação popular e saneamento. Neste sentido, o Governo acena com um projeto que tem a pretensão de criar 288.269 unidades de habitação popular, gerando 476.735 novos postos de trabalho; providenciar saneamento básico para 20,7 milhões de brasileiros, criando 740.600 empregos e encaminhar projetos de infra-estrutura urbana para 4,5 milhões de pessoas, empregando 161 mil trabalhadores (as). No total, seriam 1.378.335 novos postos de trabalho, segundo estimativas dos economistas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Na próxima quarta-feira, 26 de novembro, representantes das centrais e dos movimentos sociais estarão reunidas com o presidente Lula para debater as propostas para a crise.
Portal CTB

