Ministro Dulci defende Conclat na reunião da CTB em Brasília
Dulce defendeu o financiamento público para campanha eleitoral e falou sobre as conquistas sociais no governo Lula, como o reconhecimento das centrais sindicais, a política de valorização do salário mínimo, a lei que garante ao trabalhador o direito de se eleger nos conselhos das estatais, a derrota da Alca, o avanço na política externa. "Só foi possível realizar isso tudo com os movimentos sociais pressionando por mudanças, como a grande Marcha da Classe Trabalhadora que as centrais realizaram ontem", garantiu o ministro. Ofensiva da mídia
O ministro Dulci disse que há uma ofensiva da mídia e da direita contra os movimentos sociais. "Essa ofensiva passa primeiro pela invisibilidade que querem impor aos movimentos sociais, escondendo suas ações para dizer que o governo Lula sufocou suas lutas. O que não é verdade, pois o Grito da Terra e a Marcha das Margaridas são manifestações de massa importantes. Vejam essa manifestação real de massa que foi a Marcha da Classe Trabalhadora organizadas pelas centrais sindicais. Isso tudo eles querem esconder".
Reforma agráriaDulci criticou a tentativa dos ruralistas de criminalizar os movimentos sociais, como estratégia de luta contra a reforma agrária. "Precisamos dar um salto de qualidade da reforma agrária, embora o governo já tenha feito muito mais do que o anterior. Foram assentadas mais famílias nos sete anos do governo Lula do que no governo anterior. Nós não concorda com todas ações do MST, mas a ofensiva dos ruralistas para criminalizar o movimento é inaceitável, pois busca interromper os avanços na reforma agrária", afirmou o ministro.
Política agrária
Ao defender as mudanças estruturais realizadas pelo governo, o ministro lembrou: "Fizemos uma revolução na agricultura familiar brasileira, com o aumento do financiamento, da assistência técnica, inclusão dos produtos agrícolas na merenda escolar, extensão do Pronafi, entre outras políticas importantes.
Nova Conclat
Dulci defendeu a realização de uma nova Conclat (Conferência da Classe Trabalhadora) para as centrais aprovarem uma plataforma unitária. "A unidade das centrais foi fundamental na definição de diversas políticas. Se as centrais não tivessem unidade nas negociações não teríamos hoje uma política de valorização do salário mínimo. Eu acredito que a realização da Conclat vai contribuir para unificar ainda mais o movimento sindical em uma plataforma unitária", concluiu o ministro.
Portal CTB - Flaldemir Sant'Anna, de Brasília

